Vendas de imóveis novos em São Paulo crescem 46% no 1o semestre

terça-feira, 13 de agosto de 2013 12:22 BRT
 

SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) - As vendas de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo surpreenderam positivamente no primeiro semestre do ano, segundo o sindicato da habitação da capital paulista, Secovi-SP, com um avanço de 46 por cento no número de unidades vendidas ante igual período do ano passado, e aumento de 63 por cento no valor global de vendas (VGV).

O Secovi-SP atribuiu o crescimento a uma combinação entre demanda contínua de novos imóveis residenciais, financiamento abundante e alta de 22 por cento na aprovação das plantas em relação ao mesmo período de 2012, em pesquisa divulgada nesta terça-feira.

Entre janeiro e junho, foram vendidos 17.500 novos imóveis residenciais na cidade de São Paulo, com o VGV alcançando 10,6 bilhões de reais no período. Os lançamentos subiram 51 por cento sobre a primeira metade de 2012, para 13.983 unidades.

Em junho apenas, a alta nas vendas sobre o mesmo mês de 2012 foi de 109,8 por cento, para 3.872 novos imóveis residenciais em São Paulo. No mesmo período, os lançamentos saltaram 130,3 por cento, para 3.574 unidades.

Como houve retração no volume de lançamentos nos últimos 12 meses, a entidade também enxerga um possível retorno do empreendedor ao mercado residencial, especialmente no segmento de 1 dormitório. No primeiro semestre, a venda desses imóveis disparou 330 por cento na comparação anual, o que, segundo o vice-presidente de incorporação imobiliária do Secovi-SP, Emílio Kallas, sinaliza a estratégia das incorporadoras de se adaptarem ao novo cenário macroeconômico, oferecendo apartamentos menores e, consequentemente, com ticket de compra mais baixo.

A Secovi-SP ainda elevou a expectativa de comercialização de imóveis residenciais novos na capital paulista de 29 mil a 30 mil unidades para 35 mil em 2013, o que representa alta de 30 por cento sobre 2012.

Para os lançamentos, a estimativa foi ajustada de 30 mil para 33 mil unidades no ano, avanço de 16 por cento em relação ao último ano.

"Após dois anos de ajustes, estamos começando um outro ciclo virtuoso do mercado imobiliário, mais comedido", afirmou Celso Petrucci, economista-chefe do Secovi-SP, acrescentando que ainda é cedo para prever um ritmo de crescimento de vendas sustentável para os próximos anos.

Em relação à evolução dos preços dos imóveis novos residenciais na cidade, Petrucci afirmou que a entidade espera ver estabilidade na comparação com os valores cobrados em 2012. Nos últimos 12 meses, houve um avanço real de 6 por cento nos preços.

"Vemos os mesmos patamares do ano passado em 2013, com menos imóveis sendo lançados na região do centro expandido, que possui metro quadrado mais caro", disse.

(Por Marcela Ayres)