Premiê japonês pode aliviar alta de imposto reduzindo tributo corporativo

terça-feira, 13 de agosto de 2013 10:13 BRT
 

Por Stanley White e Tetsushi Kajimoto

TÓQUIO, 13 Ago (Reuters) - O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pode cogitar a redução dos impostos corporativos para garantir que procederá com um aumento planejado no imposto sobre vendas, uma vez que tenta mostrar que tem uma estratégia para impulsionar a recuperação econômica e conter a enorme dívida pública do país.

A redução dos impostos corporativos pode fomentar o investimento empresarial fraco e reforçar as políticas de Abe para reanimar a terceira maior economia do mundo, mas também vai ameaçar a meta de aumento da receita proveniente da duplicação planejada do imposto sobre vendas nos próximos dois anos.

Entretanto, sem isso, Abe pode não ser capaz de avançar com o aumento do imposto sobre vendas, que é visto como um teste de seu compromisso em conter a dívida pública, que em mais de 1 quatrilhão de ienes (10,4 trilhões de dólares) é mais que o dobro do tamanho da economia.

O jornal Nikkei, citando fontes do governo, noticiou que Abe pode considerar reduzir a taxa de imposto corporativo para 25 a 30 por cento ante os níveis atuais de aproximadamente 38 por cento. Uma fonte confirmou à Reuters que Abe está cogitando um corte na taxa.

"O governo sabe que precisa melhorar sua estratégia de crescimento e que precisa lidar com as preocupações sobre a desaceleração da economia", disse Hiroaki Muto, economista sênior do Sumitomo Mitsui Asset Management.

A possibilidade de um corte nas taxas corporativas surgiu no momento em que Abe se aproxima de tomar a decisão sobre se avança com um acordo para elevar o imposto sobre vendas de 5 por cento a 8 por cento no próximo ano e então para 10 por cento em 2015.

O governo espera que dobrar a taxa sobre vendas pode elevar a receita em cerca de 13,5 trilhões de ienes por ano.

Sob o acordo fechado no ano passado, o governo tem que certificar que a economia está forte o suficiente para lidar com o peso do aperto fiscal antes de elevar o imposto. Uma decisão é esperada até o início de outubro.

A economia cresceu menos do que o esperado no segundo trimestre uma vez que os gastos de capital caíram inesperadamente pelo sexto trimestre seguido.