Banco do Brasil diz que inadimplência deve cair mais

terça-feira, 13 de agosto de 2013 13:12 BRT
 

SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) - O Banco do Brasil está confiante em sua estratégia de expansão da oferta de crédito e que não há risco de deterioração da qualidade da sua carteira, embora os concorrentes privados tenham assumido uma postura mais conservadora.

Em entrevista a jornalistas, o presidente do maior banco do país, Aldemir Bendine, rebateu críticas de analistas de mercado sobre a estratégia do BB de expandir fortemente o crédito num momento de fraco crescimento da economia.

"Se projetássemos o banco de acordo com a visão dos analistas, teríamos quebrado o banco faz tempo", disse Bendine nesta terça-feira.

Segundo ele, o mercado tem traçado há anos um prognóstico de que a carteira do BB vai se deteriorar, mas isso não acontecerá. "É um prognóstico absurdo, errado, basta ver o comportamento da nossa inadimplência", afirmou.

Para Bendine, a economia brasileira deve seguir crescer mais que a média mundial em 2013 e 2014, e a inadimplência do banco deve seguir caindo. No segundo trimestre, a inadimplência acima de 90 dias do BB foi de 1,87 por cento, ante índice de 2,19 por cento um ano antes.

Além disso, o BB prevê queda da inadimplência no Banco Votorantim, do qual detém 49,9 por cento. Sem o Votorantim, a inadimplência teria sido de 1,65 por cento no segundo trimestre, afirmou o vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores do BB, Ivan Monteiro.

Mesmo com inadimplência menor, as despesas com provisões para calotes aumentaram 14,8 por cento ante o mesmo intervalo de 2012 e 28,7 por cento na comparação com o trimestre anterior.

Segundo Bendine, a provisão cresceu devido a maiores volumes de empréstimos, e isso não significa que o banco esteja temeroso sobre a qualidade do crédito.

"A provisão está maior pelos volumes e não por deterioração, o crédito é bom e saudável". No segundo trimestre, a carteira de crédito do banco cresceu 25,7 por cento em bases anuais.   Continuação...