Banco do Brasil reduz calotes nos 2º tri e eleva previsão de crédito para 2013

terça-feira, 13 de agosto de 2013 15:29 BRT
 

Por Natalia Gómes e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO, 13 Ago (Reuters) - Na contramão do conservadorismo dos bancos privados, o estatal Banco do Brasil segue com o pé no acelerador na concessão de financiamentos, que deve crescer mais do que o inicialmente esperado pela instituição em 2013.

Ao anunciar seus resultados do segundo trimestre nesta terça-feira, com lucro de líquido de 7,47 bilhões de reais, o maior banco do país elevou sua estimativa para o crescimento do crédito em 2013, de 16 a 20 por cento para 17 a 21 por cento.

O anúncio ocorreu após rivais privados como Itaú Unibanco e o Bradesco anunciarem cortes nas suas projeções de aumento do crédito para o ano, em meio a um cenário econômico mais desafiador.

A alteração feita pelo BB é apoiada em expectativas mais otimistas nos segmentos de crédito agrícola e para pessoas jurídicas, enquanto os financiamentos para pessoas físicas enfrentam fraca demanda.

No segundo trimestre, sua carteira de crédito ampliada somou 638,6 bilhões de reais, alta de 25,7 por cento em doze meses. Na comparação com o fim de março, o avanço foi de 7,7 por cento.

Entre os rivais, o Santander Brasil teve incremento da carteira de crédito de 9 por cento; o Itaú Unibanco viu alta de 7,6 por cento; e o Bradesco teve aumento de 10,3 por cento, todos na comparação anual.

Ao comentar os resultados do BB, o presidente Aldemir Bendine considerou acertada a estratégia agressiva do banco no crédito e disse que não há riscos de deterioração da qualidade da carteira. Ele rebateu comentários de analistas que têm apontado esse risco, porque a economia do país tem crescido pouco.

"Se projetássemos o banco de acordo com a visão dos analistas, teríamos quebrado o banco faz tempo", afirmou.   Continuação...