Índices dos EUA fecham em alta após fortes dados sobre varejo

terça-feira, 13 de agosto de 2013 18:17 BRT
 

Por Rodrigo Campos

NOVA YORK, 13 Ago (Reuters) - As ações dos Estados Unidos fecharam em alta nesta terça-feira impulsionadas por fortes dados econômicos, incluindo vendas no varejo, enquanto a Apple amparou o Nasdaq após o investidor bilionário Carl Icahn revelar que tem posição comprada no papel.

O índice Dow Jones avançou 0,20 por cento, para 15.451 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,28 por cento, para 1.694 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,39 por cento, para 3.684 pontos.

O crescimento das vendas no varejo nos EUA em julho, combinado com melhora no índice do sentimento alemão ZEW e na produção industrial na zona do euro, pintou um quadro mais otimista da economia global. Os dados elevaram os yields (rendimentos) dos Treasuries, títulos de dívida soberana norte-americana e papéis de construtoras perderam valor em antecipação ao aumento das taxas hipotecárias.

Dezoito dos 19 componentes do índice imobiliário PHLX recuaram, com a ação do Ryland Group perdendo 5 por cento para 36,04 dólares.

O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, disse que o banco central norte-americano pode começar a reduzir seu programa de compra de bônus já na reunião de setembro, mas ressaltou que os dados têm sido mistos demais para delinear uma estratégia detalhada de remoção do estímulo.

As oscilações deste pregão foram "uma reflexão dos melhores dados econômicos e crescente aceitação pelo mercado de que o Fed vai diminuir as compras de bônus mais cedo do que o esperado", disse o estrategista de mercado do Prudential Financial, Quincy Krosby.

Investidores têm aguardado atentamente indicações sobre quando, e quanto, o Fed vai começar a reduzir seu ritmo de compra de títulos, atualmente em 85 bilhões de dólares ao mês, que ajudou a elevar o S&P 500 a máximas históricas ao manter os juros baixos.

O papel da Apple disparou 4,8 por cento para 489,57 dólares, maior nível desde o fim de janeiro, após o importante investidor Carl Icahn informar que montou uma "grande posição" no papel e que teve uma "conversa agradável" com o presidente-executivo da Apple, Tim Cook, sobre uma grande recompra de ações.