Oi fecha 2o tri com prejuízo, corta dividendo e ações tombam

quarta-feira, 14 de agosto de 2013 16:25 BRT
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO (Reuters) - O grupo de telecomunicações Oi fechou o segundo trimestre com prejuízo, um resultado pior que o esperado pelo mercado e que veio acompanhado por forte corte nos dividendos anuais, o que fazia as ações da companhia recuarem forte nesta quarta-feira.

A empresa teve prejuízo de 124 milhões de reais no período, ante lucro de 347 milhões de um ano antes e de 262 milhões do primeiro trimestre de 2013. Analistas consultados pela Reuters, esperavam, em média, lucro líquido de 315,7 milhões de reais para a operadora.

O novo presidente-executivo da Oi, o português Zeinal Bava, ex-presidente da Portugal Telecom, afirmou a analistas que a empresa ainda não atingiu o grau de excelência operacional que ele espera, mas prometeu melhorias no desempenho nos próximos trimestres.

A promessa é baseada em ações para reduzir em pelo menos 50 por cento as provisões para devedores duvidosos, que dispararam 97 por cento no trimestre, para mais de 300 milhões de reais. Além disso, ele afirmou que Oi precisa focar mais em gestão dos investimentos de acordo com a geração de caixa e ampliar a produtividade de equipes de campo em 20 a 40 por cento.

Às 12h20, as ações da Oi exibiam queda de 4,7 por cento. No mesmo instante, o Ibovespa subia 0,3 por cento. As ações da operadora chegaram a cair quase 11 por cento mais cedo.

Enquanto a performance da empresa não apresenta os resultados esperados, o conselho de administração da Oi aprovou uma nova política de dividendos, que não é mais baseada em aspectos objetivos, como a manutenção de nível de alavancagem de três vezes a dívida líquida.

O plano anterior de distribuição de 8 bilhões de reais entre 2011 e 2014 foi substituído por uma estimativa de pagamentos anuais de 500 milhões de reais entre 2013 e 2016. Porém, o valor pode ficar abaixo disso, disse o diretor financeiro da Oi, Bayard Gontijo.

Os dividendos agora serão pagos com base na verificação do maior valor entre três variáveis: 25 por cento sobre lucro líquido ajustado, ou 3 por cento do patrimônio líquido ou 6 por cento do capital social.   Continuação...