Alemanha e França tiram zona do euro da recessão

quarta-feira, 14 de agosto de 2013 11:34 BRT
 

Por Martin Santa

BRUXELAS, 14 Ago (Reuters) - As economias da Alemanha e da França cresceram mais rápido do que a dos Estados Unidos no segundo trimestre, tirando a zona do euro de sua mais longa recessão.

A expansão no bloco formado por 17 países atingiu 0,3 por cento ante o trimestre anterior, com suas duas maiores economias apresentando uma força inesperada, de acordo com dados da agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, nesta quarta-feira. Pesquisa da Reuters estimava alta de 0,2 por cento.

A Alemanha cresceu 0,7 por cento, a maior expansão em mais de um ano, graças principalmente ao consumo doméstico privado e público.

Já a economia da França teve uma expansão de 0,5 por cento, tirando o país de uma leve recessão para registrar o crescimento trimestral mais forte desde o início de 2011. A virada foi provocada pelo gastos do consumidor e pela produção industrial, embora o investimento tenha caído novamente.

Em comparação, a economia dos Estados Unidos, considerada um dos pontos fortes da recuperação global, cresceu 0,4 por cento no trimestre --1,7 por cento em bases canalizadas.

"Para o próximo ano, nossas projeções mostram que a recuperação (europeia) deve estar mais sólida, desde que possamos continuar a evitar novas crises políticas e turbulências do mercado", disse o Comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UME, Olli Rehn.

Ele acrescentou que não há espaço para complacência.

Outros países do bloco também mostraram melhora notável. O PI de Portugal cresceu 1,1 por cento no trimestre devido a exportações mais altas e um alívio na queda dos investimentos. Áustria e Finlândia também tiveram expansão melhor.   Continuação...

 
Presidente da França, François Hollande, e chanceler da Alemanha, Angela Merkel, posam para foto em grupo durante reunião de cúpula da União Europeia, em Bruxelas. As economias da Alemanha e da França cresceram mais rápido do que a dos Estados Unidos no segundo trimestre, tirando a zona do euro de sua mais longa recessão. 27/06/2013. REUTERS/Yves Herman