HRT vê GNL como melhor solução para gás, mas projeto deve esperar

quarta-feira, 14 de agosto de 2013 18:06 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 14 Ago (Reuters) - A empresa de petróleo e gás HRT disse nesta quarta-feira que o gás natural liquefeito (GNL) é a solução preferida para explorar o gás encontrado em reservas remotas da Amazônia, mas uma fonte que acompanha o assunto afirmou que o projeto deverá ficar em compasso de espera.

Com blocos na Amazônia, a empresa realizou uma vasta campanha exploratória que acabou encontrando áreas abundantes em gás natural, mas sem infraestrutura disponível para transportá-lo da floresta ao mercado consumidor. A empresa e a sócia russa do grupo Rosneft tentam convencer a Petrobras a cooperar em projetos de monetização.

Por outro lado, alguns membros do Conselho de Administração da empresa avaliam que o projeto de gás da Amazônia deverá ficar para depois, congelado, até que haja interesse de um sócio que possa financiar sua logística, disse uma fonte que acompanha o assunto.

O problema é que a planta capaz de comprimir o gás em cerca de 600 vezes e mudá-lo para o estado liquefeito tem custo muito elevado, lembrou a fonte, pedindo para não ser identificada.

A empresa estabeleceu um comitê estratégico para revisar operações após o enfraquecimento de seus planos na bacia do Solimões, na Amazônia, afirmou nesta quarta-feira o presidente-executivo da empresa, Milton Franke, durante teleconferência com investidores e analistas de mercado.

A decisão final sobre as opções para explorar a bacia do Solimões poderá sair neste mês, disse Franke.

O executivo disse que é provável que a Rosneft aumente sua participação na unidade brasileira da HRT para 55 por cento, conforme o planejado, com a HRT reduzindo sua participação para 45 por cento ou menos.

NAMÍBIA

A petroleira planeja reduzir atividades de exploração na Amazônia ao mínimo, para focar na Namíbia, disse Franke.   Continuação...