Crédito acelerado impulsiona lucro da Caixa no 2º tri a R$1,8 bi

quinta-feira, 15 de agosto de 2013 15:21 BRT
 

Por Natalia Gómez

SÃO PAULO, 15 Ago (Reuters)-A Caixa Econômica Federal continua sua trajetória de forte expansão do crédito, com avanço de 42,5 por cento da sua carteira de financiamentos no segundo trimestre ante o ano anterior, em uma estratégia oposta à adotada pelos grandes bancos privados, mas que tem impulsionado o seu lucro.

O banco estatal, que afirmou nesta quinta-feira ter elevado sua participação no mercado de crédito de 14 para 17 por cento em um ano, fechou junho com um estoque de financiamentos de 431,1 bilhões de reais, ante carteira de 302,6 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Impulsionado por maiores empréstimos, o lucro líquido do trimestre subiu 8,8 por cento para 1,8 bilhão de reais no segundo trimestre.

O Banco do Brasil, que junto com a Caixa promove a aceleração do crédito desde meados do ano passado, fechou o segundo trimestre com carteira de crédito ampliada de 638,6 bilhões de reais, alta de 25,7 por cento em doze meses.

Na mesma base de comparação, os bancos privados tiveram avanço muito mais tímido: Santander Brasil teve incremento da carteira de crédito de 9 por cento; o Itaú Unibanco viu alta de 7,67 por cento; e o Bradesco teve aumento de 10,3 por cento.

A carteira de habitação da Caixa, seu principal segmento de atuação, atingiu 238,5 bilhões de reais, alta anual de 34,6 por cento. A carteira comercial cresceu 53 por cento para 151,2 bilhões de reais, enquanto a carteira de saneamento e infraestrutura foi de 30,3 bilhões de reais, avanço de 40,5 por cento.

Em comunicado ao mercado, o banco destacou nesta quinta-feira que a expansão do estoque de crédito no país continua sendo impulsionada pela participação das instituições financeiras públicas, e que "o resultado ainda reflete as boas condições de crédito trazidas pela redução das taxas de juros, spreads e pelo recuo da inadimplência".

Em bases anuais, no entanto, a inadimplência do banco subiu. O índice acima de 90 dias passou de 2,04 por cento no segundo trimestre do ano passado para 2,27 por cento neste ano. Nos primeiros três meses do ano, o índice foi de 2,34 por cento.   Continuação...