Posição de caixa piora e Eike acelera desmembramento do Grupo EBX

quinta-feira, 15 de agosto de 2013 21:57 BRT
 

Por Jeb Blount e Guillermo Parra-Bernal

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 15 Ago (Reuters) - O endividado magnata Eike Batista está acelerando o desmembramento de seu império de mineração, energia e portos, cedendo controle a novos investidores à medida que algumas das suas companhias lutam por capital novo.

Diante de fortes perdas no caixa e com grande parte da fortuna de Eike destinada a garantir a dívida do Grupo EBX estimada em 11 bilhões de dólares, as companhias do grupo enfrentam a escolha entre reduzir gastos de capital ou diminuir de tamanho para continuarem operando.

Nesta quinta-feira, um dia após Eike firmar acordo para ceder o controle da operadora de portos LLX ao grupo EIG, executivos da MMX Mineração e Metálicos, espinha dorsal do conglomerado EBX, disseram que a produtora de minério de ferro terá em breve um novo acionista controlador.

Com a venda de participações majoritárias na produtora de energia MPX à companhia elétrica alemã E.ON e na LLX para o grupo EIG, duas das seis companhias abertas do grupo EBX não estão mais sob controle de Eike.

A MMX, a terceira, provavelmente será a próxima, e espera-se que Eike passe a deter pouco mais do que fatias minoritárias nas peças de seu antigo império quando a reestruturação for concluída.

"Estamos revisando nossas opções e focando nas operações portuárias, de maneira que o novo acionista possa tomar as decisões necessárias para garantir o crescimento e a expansão da companhia", disse o presidente-executivo da mineradora, Carlos Gonzalez, a investidores em teleconferência.

No último trimestre, a MMX, a LLX e a petrolífera OGX anunciaram prejuízos maiores do que o esperado, na medida que gastaram mais capital do que a receita gerada por suas operações nascentes. Com o aumento dos gastos de capital, cresceu a dívida.

No caso da MMX, a posição de caixa de cerca de 450 milhões de reais pode não ser suficiente para cobrir 1,2 bilhão de reais em dívidas vincendas nos próximos 12 meses e os planos de investimento de cerca de 700 milhões de reais.   Continuação...