Mantega diz que reajustes de combustíveis serão periódicos

sexta-feira, 16 de agosto de 2013 17:57 BRT
 

SÃO PAULO, 16 Ago (Reuters) - Reajustes nos preços dos combustíveis no Brasil ocorrerão periodicamente, disse nesta sexta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ressaltando que anúncios não serão feitos com antecedência.

"Periodicamente haverá reajuste e essa é, digamos, a regra, e não anunciamos com antecedência", disse ele ao ser questionado por jornalistas após um encontro com empresários em São Paulo.

Uma alta nos combustíveis é reivindicada pela Petrobras. Na segunda-feira, o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, afirmou que a empresa busca "intensamente alinhar os preços internos de derivados de petróleo aos internacionais".

Após a valorização do dólar frente ao real, a Petrobras teve anulados os efeitos dos reajustes de combustíveis realizados no ano passado e no início deste ano. E a empresa continua vendendo combustíveis no Brasil a preços inferiores aos do mercado externo.

Apesar do problema apontado pela direção da estatal, Mantega minimizou a questão.

"O que posso dizer é que nos últimos meses houve convergência em função dos reajustes que foram dados em gasolina e diesel. Houve uma diminuição. E também houve uma diminuição do preço do barril", afirmou o ministro. "Isso diminuiu a diferença entre o preço nacional e o preço internacional."

Na sessão de quinta-feira, o primeiro contrato do petróleo Brent, referência para o mercado internacional, bateu 111,53 dólares por barril, maior cotação desde 2 de abril, quando o barril chegou a ser negociado a 111,79 dólares.

O dólar opera atualmente no maior valor ante o real em mais de quatro anos.

Em julho, antes ainda de um maior avanço do dólar, a defasagem da gasolina vendida no Brasil pela Petrobras e a comercializada no exterior atingiu o maior índice em quase um ano, de acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura (Cbie).   Continuação...

 
Ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante entrevista coletiva em São Paulo após encontro com empresários. 16/08/2013 REUTERS/Paulo Whitaker