Candidatos a comprar agências do Royal Bank of Scotland querem rapidez

terça-feira, 20 de agosto de 2013 07:59 BRT
 

LONDRES, 20 Ago (Reuters) - Dois dos três candidatos a comprar 315 agências bancárias do Royal Bank of Scotland pediram que o longo processo de venda seja concluído o mais rápido possível, com um deles descrevendo o processo de venda como "um pouco negligenciado" pelos donos atuais.

O RBS recebeu ordens de vender agências no Reino Unido como condição pelo resgate estatal de 2008, que deixou 81 por cento do banco sob controle do governo. Uma venda de agências no valor de 1,65 bilhão de libras (2,59 bilhões de dólares) para o espanhol Santander não deu certo em outubro de 2012, levando a um novo processo de venda que tem sido abalado por atrasos.

Em entrevistas separadas à Reuters, importantes representantes dos licitantes pré-selecionados W&G Investiments e Corsair disseram que um acordo precisa ser aprovado rapidamente para que o ramo de negócios, que tem ativos de cerca de 20,5 bilhões de libras, possa começar a operar como uma entidade separada antes de sua mudança de propriedade.

Ambos revelaram planos de expandir o negócio, com foco em empréstimos para pequenas empresas e disseram que estão comprometidos com investidores de longo prazo que queriam criar um forte banco no Reino Unido.

Liderada pelo ex-chefe da Tesco Finance, Andy Higginson, o W&G Investments é um grupo de investidores institucionais sediado no Reino Unido que será listado no Mercado Alternativo de Investimentos de Londres (AIM, na sigla em inglês) nesta terça-feira. O grupo quer pagar entre 1,1 bilhão e 1,5 bilhão de libras pelas agências.

A private equity norte-americana Corsair participa da licitação juntamente com seu par de private equity Centerbridge, e outros investidores, incluindo o fundo de investimentos da Igreja da Inglaterra e Standard Life Investments.

A norte-americana quer colocar o ex-executivo do Lloyds John Maltby como presidente-executivo e pagar entre 600 milhões e 800 milhões de libras para se tornar um importante investidor em meio a flutuação do mercado de ações.

A terceira proposta é liderada pela empresa britânica de private equity AnaCap, com o investidor norte-americano Blackstone. Em um comunicado, eles disseram que iriam trabalhar com o RBS para "alcançar uma valorização premium" para o negócio por meio de uma oferta no mercado de ações, mas não deu detalhes sobre o valor de sua proposta de negócio.

O RBS não quis comentar sobre o processo.

(Por Laura Noonan)