20 de Agosto de 2013 / às 14:59 / 4 anos atrás

Turbulências em mercados emergentes se aprofundam por temores sobre Fed

Por Andjarsari Paramaditha e Seda Sezer

JACARTA/ISTAMBUL, 20 Ago (Reuters) - A rúpia indiana atingiu mínima recorde, os mercados indianos tombaram e a Turquia elevou a taxa de juros para conter uma desvalorização de sua moeda em meio ao aprofundamento da turbulência nos mercados emergentes nesta terça-feira devido à expectativa de redução do estímulo monetário dos Estados Unidos.

Investidores globais correram para economias em desenvolvimento em busca de retornos mais altos enquanto as taxas de juros na maioria dos países avançados estavam perto de zero.

Parte desse dinheiro está saindo agora que as taxas de juros dos EUA estão subindo antes da redução pelo Federal Reserve das enormes compras de títulos que tem feito para impulsionar a economia norte-americana. A redução pelo Fed pode começar já no próximo mês.

Mercados emergentes com fundamentos econômicos abalados que são dependentes de capital estrangeiro têm sofrido o peso das vendas generalizadas.

Na Indonésia, a rúpia caiu 2 por cento, para 10.700 por dólar, seu nível mais baixo desde 30 de abril de 2009. Já o índice de ações referencial de Jacarta, que chegou a despencar 5,8 por cento, perdeu 3,2 por cento nesta terça-feira.

A maior economia do sudeste da Ásia assustou os mercados na sexta-feira ao divulgar um déficit maior do que o esperado de sua conta corrente.

Josua Pardede, economista do Bank Internasional Indonesia em Jacarta, afirmou que o banco central indonésio pode ter que elevar a taxa de depósito overnight, ou Fasbi.

"A solução mais rápida para acalmar o mercado é a Fasbi", disse Pardede.

ÍNDIA INDECISVA, TURQUIA OUSADA

Na Índia, terceira maior economia da Ásia, a rúpia atingiu mínima recorde de mais de 64 por dólar antes de o banco central intervir para vender dólares tanto no mercado spot quanto no futuro.

A Índia precisa de capital estrangeiro para seu recorrente déficit da conta corrente. Mas os investidores têm retirado dinheiro do país, e não colocado, em meio ao nervosismo com os problemas de crescimento e as dificuldades das autoridades em lidar com os vários problemas econômicos.

A ata da reunião de julho do Federal Reserve, a ser divulgada na quarta-feira, pode dar indicações sobre se o banco central norte-americano deve começar a reduzir já no próximo mês as compras mensais de títulos.

Por sua vez, o banco central da Turquia surpreendeu o mercado ao elevar sua taxa básica pelo segundo mês seguido. O BC elevou a taxa em 0,5 ponto percentual, para 7,75 por cento, mas manteve a taxa de compulsório em 4,5 por cento e a de empréstimo overnight em 3,5 por cento.

O BC turco afirmou que pode adotar mais medidas se necessário e que vai ater-se a sua postura de política até que a inflação --que atingiu 9 por cento em julho-- caia rumo à meta de médio prazo de 5 por cento.

Elevar a taxa de juros torna os ativos em lira mais atrativos para investidores estrangeiros, dando sustentação à moeda. Mas pode também afetar o crescimento, algo que o governo do primeiro-ministro Tayyip Erdogan quer evitar antes do início de ciclo eleitoral no próximo ano.

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