Grécia precisará de outro pacote de ajuda, diz ministro alemão

terça-feira, 20 de agosto de 2013 13:49 BRT
 

AHRENSBURG, ALEMANHA, 20 Ago (Reuters) - O ministro das Finanças da Alemanha, Wolfgang Schaeuble, admitiu pela primeira vez, nessa terça-feira, que a Grécia precisará de um terceiro pacote de ajuda, ao mesmo tempo que uma fonte em Antenas disse que um novo acordo teria somas bem menores comparadas aos resgates anteriores.

"Tem de haver outro programa na Grécia", disse Wolfgang Schaeuble em um evento de campanha eleitoral no norte da Alemanha, em um comentário que aumenta a perspectiva de uma medida que seria profundamente impopular no cenário doméstico, apenas cinco semanas antes das eleições nacionais.

Em Atenas, uma autoridade do Ministério das Finanças grego disse à Reuters que um novo resgate se concentraria em cobrir uma esperada escassez de financiamento entre 2014 e 2016.

"A Grécia e seus credores estão examinando diversas maneiras de cobrir qualquer déficit de financiamento que a Grécia enfrente nos próximos anos", disse a autoridade sob condição de anonimato.

As medidas incluem usar recursos restantes de algum programa de resgate bancário e medidas de apoio à dívida previamente discutidas, disse a autoridade.

Em Frankfurt, o Banco Central Europeu disse que Joerg Asmussen, membro do conselho executivo do BCE, visitará a Grécia na quarta-feira para discutir o progresso das reformas necessárias para garantir mais dinheiro de ajuda.

Schaeuble disse no passado que credores internacionais poderiam ter de considerar um novo pacote de ajuda à Grécia após o último acabar no final do ano que vem, mas nunca havia descrito a situação como inevitável, como pareceu fazer na última terça-feira.

Ele acrescentou que não haverá mais cortes na dívida de Atenas.

A Grécia obteve uma ajuda de 5,8 bilhões de euros (7,75 bilhões de dólares) de seus credores internacionais --zona do euro, seus respectivos bancos centrais e o FMI-- em julho e se prepara para receber mais 1 bilhão de euros em outubro, sujeito a implementação de novas reformas.

Os credores internacionais, conhecidos como troika, vão retornar a Atenas no outono (do hemisfério norte) para saber se o governo precisa de outras poupanças para atingir sua meta orçamentária para 2015-2016.

(Reportagem de Gernot Heller)