Economia do México se retrai pela primeira vez em quatro anos

terça-feira, 20 de agosto de 2013 14:42 BRT
 

Por Alexandra Alper e Simon Gardner

CIDADE DO MÉXICO, 20 Ago (Reuters) - A economia do México encolheu pela primeira vez em quatro anos no segundo trimestre, em meio à redução dos gastos do governo, consumo lento e fraca demanda por exportações e serviços da segundo maior economia da América Latina.

A contração pegou os investidores de surpresa, mas muitos ainda mantêm as apostas de que o banco central vai manter inalteradas as taxas de juros, enquanto avalia a retirada das medidas de estímulo econômico dos Estados Unidos.

A economia mexicana encolheu 0,74 por cento no segundo trimestre em comparação com o trimestre anterior, informou nesta terça-feira a agência nacional de estatísticas, bem abaixo da previsão em pesquisa da Reuters, que apontava para expansão de 0,21 por cento.

O governo do México já reduziu sua previsão de crescimento para o ano para 3,1 por cento, e alguns analistas esperam nova revisão, tendo em conta os dados fracos do segundo trimestre.

"Esse é um número horrível ... Não há nenhuma maneira de menosprezar o número ruim", disse Alberto Bernal, chefe de pesquisa da Bulltick Capital Markets.

"Com esse número em mente, é claro que mostra claramente que o risco é que o crescimento para o ano inteiro vai estar perto de 2 por cento."

O presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, está apostando em um pacote abrangente de reformas econômicas para impulsionar o crescimento, mas essas medidas ainda estão em andamento e levará meses, na melhor das hipóteses, até que se traduzam em ganhos.

Embora normalmente dados fracos de crescimento deem motivo para o banco central cortar as taxas de juros, todos os olhos estão voltados para quando a Federal Reserve, o banco central dos EUA, começará a retirar seu programa de estímulo econômico, limitando o espaço de manobra das autoridades monetárias do México.

O crescimento econômico do México no segundo trimestre em comparação com o ano anterior foi de 1,5 por cento, bem abaixo das expectativas de 2,32 por cento em pesquisa da Reuters.