Empresa de rastreamento de veículos Sascar entra com pedido de IPO

terça-feira, 20 de agosto de 2013 16:24 BRT
 

Por Marcela Ayres

SÃO PAULO, 20 Ago (Reuters) - A Sascar, empresa de rastreamento de veículos e cargas, entrou com pedido de registro para realizar sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) nesta terça-feira, um dia após a companhia aérea Azul protocolar a desistência de igual operação citando condições desfavoráveis do mercado.

No prospecto preliminar disponibilizado no site da Comissão de Valores Mobiliários, a Sascar chamou a atenção para "a resiliência do modelo de negócios da companhia" ao divulgar um avanço anual de 23,8 por cento na receita líquida entre 2010 e 2012, "em um período em que a economia brasileira cresceu, na média, 1,8 por cento ao ano".

A Sascar teve o controle comprado pela GP Investments em março de 2011, quando a companhia de investimentos em participações desembolsou 168 milhões de reais por uma fatia de 53,5 por cento da empresa. No fim do primeiro semestre, a participação da GP havia caída para 44,2 por cento, de acordo com dados do resultado trimestral da empresa. O grupo paranaense JCR também integra a base de acionistas da Sascar.

A Sascar informou no prospecto que o IPO envolverá a distribuição primária e secundária de ações ordinárias, e que os recursos serão destinados ao caixa da empresa e aos acionistas vendedores, respectivamente.

Dos recursos que ingressarem no caixa da companhia, 80 por cento serão destinados ao financiamento de aquisições, e os outros 20 por cento serão utilizados no reforço da estrutura de capital da empresa, disse a Sascar no prospecto.

O valor total da oferta e a faixa de preço estimada para os papéis ainda não foram revelados, assim como a data prevista para a operação.

A Sascar possui operações em mais de 3 mil municípios no país e atende aproximadamente 18 mil empresas, monitorando mensalmente mais de 210 mil veículos e 10 mil cargas.

"Acreditamos sermos líderes no fornecimento de soluções de rastreamento voltadas para gestão de frotas e ativos móveis no Brasil", disse a companhia no prospecto, acrescentando que opera "um modelo de negócio com base em contratos que geram receitas mensais recorrentes, reajustáveis pela inflação anualmente e cujo prazo médio é superior a 24 meses".   Continuação...