Latam Airlines espera margem operacional entre 4% e 6% em 2013

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 13:48 BRT
 

SANTIAGO, 21 Ago (Reuters) - A Latam Airlines, maior grupo de transporte aéreo de passageiros da América Latina, disse nesta quarta-feira que espera uma margem operacional entre 4 e 6 por cento este ano, apesar de um complexo cenário pressionado pela depreciação do real e por prejuízos milionários.

A melhora prevista seria apoiada pelo aumento na capacidade entre 12 e 14 por cento nos países de língua espanhola, contra uma redução entre 7 e 9 por cento no Brasil, disse a Latam em comunicado.

O grupo, que inclui as operações da chilena LAN e da brasileira TAM, anunciou na véspera um prejuízo de 329,8 milhões de dólares no segundo trimestre, em um resultado pior que o esperado e que foi marcado pela forte depreciação do real ante o dólar e seus efeitos nas margens.

"A Latam reduziu sua exposição ao real brasileiro do balanço da TAM de 4,1 bilhões de dólares em junho de 2012 a 2,4 bilhões, espera reduzi-lo a aproximadamente 900 milhões de dólares no fim de 2013 e a cerca de zero em junho de 2014", informou o grupo.

O mercado doméstico no Brasil representa um terço do negócio de transporte de passageiros da Latam.

No entanto, o desempenho negativo da Latam no segundo trimestre pesou nas ações da empresa na bolsa chilena, com uma queda de mais de 4 por cento.

A empresa focou nos últimos meses em reduzir e ajustar seus negócios no debilitado mercado brasileiro, ao que se somam problemas com autoridades argentinas para o desenvolvimento das operações no país.

Diante desse cenário, a Latam disse que atualizou seu plano de investimentos na frota a 5,069 bilhões de dólares para o período de 2013 a 2015, em meio a um complexo cenário regional especialmente no mercado doméstico brasileiro.

O investimento previsto representa um leve aumento ante o informado no primeiro trimestre, de 4,846 bilhões de dólares, mas uma queda de 17 por cento ante junho do ano passado.

Os resultados e novas projeções da Latam foram divulgados em meio ao processo de um aumento de capital de 1 bilhão de dólares que seus acionistas aprovaram para financiar a frota e reduzir os passivos.

(Por Antonio de la Jara, com reportagem adicional de Felipe Iturrieta e Anthony Esposito)