Banco central dos EUA oferece poucos sinais sobre quando irá reduzir estímulo monetário

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 17:08 BRT
 

Por Jonathan Spicer e Steven C. Johnson

21 Ago (Reuters) - Apenas alguns membros do Federal Reserve acreditavam no mês passado que em breve será o momento para reduzir "um pouco" seu ritmo de estímulo monetário, mas outros recomendaram paciência, de acordo com a ata da reunião do banco central norte-americano, que deu poucos sinais sobre quando o Fed pode começar a reduzir as compras de títulos.

A ata da reunião de 30 e 31 de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), divulgada nesta quarta-feira, mostrou que quase todos os 12 integrantes do Fomc concordaram que uma mudança no estímulo ainda não é apropriada.

Investidores estão esperando ansiosamente para ver quando o Fed começará a reduzir as compras mensais de 85 bilhões de dólares em ativos, com a maior parte do mercado prevendo que o início do fim do programa de "quantitative easing", conhecido como "QE3", virá em setembro.

A ata ofereceu poucos sinais sobre quando que isso ocorrerá e não fez referências explícitas à reunião do próximo mês, mas também fez pouco para dissuadir aqueles que esperam uma mudança em setembro.

"Alguns membros enfatizaram a importância de ser paciente e avaliar informações adicionais sobre a economia antes de decidir sobre quaisquer mudanças 'no ritmo de aquisição de ativos", informou a ata.

"Ao mesmo tempo, alguns outros indicaram o plano de contingência que havia sido articulado em nome do Fomc no mês anterior e sugeriram que pode ser, em breve, a hora de diminuir um pouco o ritmo de compras, como delineado naquele plano".

Após a reunião de junho, o chairman do Fed, Ben Bernanke, disse em coletiva que o banco central norte-americano espera começar a reduzir suas aquisições de títulos mais tarde neste ano, mirando encerrá-las até meados de 2014.

As ações dos EUA recuaram para as mínimas na sessão após a divulgação da ata, enquanto os yields (rendimentos) dos títulos públicos de longo prazo avançaram. O dólar ampliou os ganhos ante o iene e o euro.   Continuação...