Após volatilidade por Fed, Ibovespa fecha em queda de 0,2%

quarta-feira, 21 de agosto de 2013 19:31 BRT
 

SÃO PAULO, 21 Ago (Reuters) - O principal índice da Bovespa encerrou com leve queda nesta quarta-feira, após bastante volatilidade, em meio a interpretações divergentes sobre a ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos.

O Ibovespa fechou o dia desvalorizado em 0,2 por cento, a 50.405 pontos. O giro financeiro da sessão foi de 8,03 bilhões de reais.

O índice chegou a cair quase 0,9 por cento imediatamente após a divulgação da ata do Federal Reserve, em meio à queda mais acentuada das bolsas de Nova York. Pouco depois, subiu 1,3 por cento, em meio à avaliação de que o Fed será cauteloso na diminuição de estímulos monetários à economia.

Sem predominância clara de nenhuma das tendências, a bolsa brasileira fechou o dia mais perto do zero.

"A ata não sinalizou nada de diferente do que esperávamos, mas inicialmente o mercado entrou em pânico porque está muito nervoso", afirmou o diretor de gestão da Vetorial Asset, Pedro Paulo da Silveira.

A perspectiva de que o Fed reduza seu programa de compra de títulos, que tem dado fôlego aos fluxos de capital internacionais, tem deixado investidores da bolsa apreensivos e contribuído para a alta do dólar ante o real.

"O Fed foi insistente na tese de que não vai parar as compras de títulos (enquanto não houver dados mais consistentes de recuperação)", completou Silveira.

A ata da reunião de 30 e 31 de julho da instituição, divulgada nesta quarta-feira, mostrou que quase todos os 12 integrantes de seu comitê concordaram que uma mudança no estímulo ainda não é apropriada.

Entre os destaques de alta desta sessão apareceram OGX e Petrobras. O papel da estatal teve leve recuperação após uma queda de 3,93 por cento na véspera.   Continuação...

 
Mulher bebe café em frente à Bovespa em São Paulo. O principal índice da Bovespa encerrou com leve queda nesta quarta-feira, após bastante volatilidade, em meio a interpretações divergentes sobre a ata da última reunião do banco central dos Estados Unidos. 18/02/2011 REUTERS/Nacho Doce