21 de Agosto de 2013 / às 23:24 / em 4 anos

Regulador argentino quer prejudicar Latam, diz vice-presidente

SANTIAGO/BUENOS AIRES, 21 Ago (Reuters) - O regulador aeroportuário da Argentina quer prejudicar as operações da unidade local do grupo Latam com a expulsão da empresa de um hangar em um terminal aéreo de Buenos Aires, disse nesta quarta-feira o vice-presidente da empresa, Enrique Cueto.

O Órgão Regulador do Sistema Nacional de Aeroportos (ORSNA) deu dez dias para a LAN Argentina deixar sua base de manutenção no aeroporto Jorge Newbery, localizado na capital argentina, de onde a companhia opera sua frota de 12 aviões Airbus A320 que cobrem 14 destinos dentro do país.

“Entendemos que esta não é uma ação isolada, mas está em linha com um crescente nível de ações contrárias à nossa empresa, com o objetivo de prejudicar nossas operações na Argentina”, disse Cueto em uma carta ao regulador chileno de valores.

A LAN - que se fundiu há um ano com a brasileira TAM para dar origem à Latam - é localmente a principal rival da Aerolíneas Argentinas, controlada pelo Estado argentino.

O ORSNA não quis comentar a intimação da LAN Argentina, que diz ter um contrato de arrendamento do hangar válido até 2023.

“Apesar de ainda ser muito cedo para avaliar os impactos dessa medida, a Latam Airlines Group estima que a decisão do ORSNA é ilegítima e analisaremos a adoção de todas as ações legais que forem necessárias para restabelecer esse contrato”, completou Cueto no documento.

Sem o hangar, seria impossível manter a frota de curta e média distância da LAN na Argentina, o que coloca em risco a operação da empresa no país, disse um porta-voz da LAN em Buenos Aires.

O porta-voz acrescentou que o ORSNA justificou sua decisão porque a filial argentina da Latam não pertence ao Estado e não opera voos domésticos e internacionais desde o terminal. A LAN Argentina oferece voos ao exterior a partir do aeroporto de Ezeiza, nos arredores de Buenos Aires, com uma frota de aviões Boeing 767-300.

As ações da Latam caíam 6,68 por cento nesta quarta-feira na bolsa chilena, pressionadas pela intimação do regulador argentino e pelo prejuízo do segundo trimestre anunciado na noite de terça-feira.

A empresa estatal Intercargo - dedicada ao manuseio de bagagens e distribuição das pontes de embarque (fingers) nos aeroportos, entre outras responsabilidades - deixou de prestar serviços a LAN por alguns dias em maio, por uma disputa sobre o valor pago pela empresa aérea.

A Latam disse que informará os impactos da medida nos resultados financeiros da empresa quando terminar de avaliar a situação, e informou que a decisão não afeta as operações internacionais que partem ou saem da Argentina.

Por Fabián Andrés Cambero e Alejandro Lifschitz

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