22 de Agosto de 2013 / às 00:23 / em 4 anos

MRS avalia compra do Porto do Sudeste da MMX, diz CEO da Vale

BRASÍLIA, 21 Ago (Reuters) - A MRS Logística, empresa com participação da Vale, tem interesse na compra do Porto do Sudeste, que pertence à mineradora de Eike Batista MMX, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo da Vale, Murilo Ferreira.

“A MRS é nossa subsidiária, onde temos participação minoritária. Tem feito através da própria entidade, de seus próprios acionistas, demonstrado interesse no Porto do Sudeste”, afirmou Ferreira em entrevista a jornalistas após reunião com a presidente Dilma Rousseff, acrescentando que a MRS não tem interesse em adquirir a mineradora MMX.

A Vale possui participação direta de pouco mais de 10 por cento na empresa de logística que opera a malha ferroviária do Sudeste, mas a MBR, controlada pela Vale, possui a maior fatia do capital da MRS, com 32,9 por cento, de acordo com informação do site da MRS Logística.

A CSN, detentora de 27,3 por cento do capital da MRS, a Usiminas e a Gerdau formam, juntamente com a Vale e a MBR, o grupo de acionistas que controla a MRS.

Apesar da diferença entre participações acionárias, o modelo de governança da MRS é compartilhado, com votos equilibrados em seu Conselho de Administração, de acordo com informações da assessoria de imprensa da empresa, que não comentou sobre o interesse no Porto do Sudeste.

Fontes disseram à Reuters na terça-feira que a CSN, Usiminas e Gerdau querem ativos da MMX, sem detalhar contudo, se a compra poderia ser feita em conjunto, por meio da MRS.

Ferreira disse ainda que a Vale não tem interesse em comprar a MMX.

“Espero que seja última vez que eu digo isso: A Vale não está negociando a MMX. Ponto final”, disse Ferreira.

O principal atrativo da mineradora de Eike Batista é o porto.

Em meio a dificuldades financeiras do grupo EBX, a MMX informou em junho que estava avaliando “oportunidades” que incluem a venda de ações detidas pelo controlador Eike, assim como de seus ativos.

O controlador Eike Batista, porém, prefere vender o porto e a mina da MMX juntos, pois as reservas de minério de ferro perdem valor sem a logística necessária para escoá-las, disse recentemente uma fonte que acompanha o grupo EBX.

Mais cedo, em São Paulo, o vice-presidente financeiro da Usiminas, Ronald Seckelmann, disse que não tinha conhecimento sobre uma eventual oferta da MRS pela MMX.

Com reportagem adicional de Alberto Alerigi Jr., em São Paulo e Sabrina Lorenzi, no Rio de Janeiro

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