Clientes do UBS na Alemanha têm até fim de 2014 para confessar fraudes

sexta-feira, 23 de agosto de 2013 11:20 BRT
 

Por Katharina Bart

ZURIQUE, 23 Ago (Reuters) - O UBS, sob pressão do governo alemão para reduzir a evasão fiscal internacional, deu a clientes do país 16 meses para confessar fraudes ou deixar o banco.

A Suíça é o maior centro bancário internacional do mundo com 2 trilhões de dólares em ativos, e a Alemanha é tradicionalmente o maior mercado para os bancos suíços em contas internacionais. Isso está mudando desde que o governo alemão, cujo orçamento foi atingido pela austeridade na zona do euro, apertou o cerco duramente contra a evasão fiscal por meio de contas ocultas.

O presidente do conselho do UBS, Axel Weber, disse nesta sexta-feira que o banco iria buscar apenas relações de longo prazo com clientes que pagam impostos sobre seus fundos internacionais. Ele não disse o que o banco faria com os clientes que não o fazem.

"Nossa expectativa é que todos os clientes na Alemanha estarão aptos a mostrar que estão em conformidade com pagamento de impostos até o fim do próximo ano", disse Weber ao jornal alemão Boersen-Zeitung nesta sexta-feira.

Os legisladores alemães no ano passado abandonaram um plano de anistia fiscal, mas muitos sonegadores de impostos se apresentaram às autoridades de qualquer forma, em grande parte por medo da alternativa: ser pego por investigadores fiscais alemães que estão comprando os dados de clientes de bancos suíços que foram vazados por informantes. Um número desconhecido ainda têm contas na Suíça.

 
Logo do banco suiço UBS é visto refletido em uma poça d'água, em Zurique. O UBS, sob pressão do governo alemão para reduzir a evasão fiscal internacional, deu a clientes do país 16 meses para confessar fraudes ou deixar o banco. 30/07/2013. REUTERS/Arnd Wiegmann