Governo descarta repasse direto de recursos para aéreas

sexta-feira, 23 de agosto de 2013 12:28 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 23 Ago (Reuters) - O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, descartou nesta sexta-feira repasse direto de recursos do governo para ajudar as empresas aéreas, em meio a pleitos do setor para redução de tarifas e outros incentivos tributários.

"Dinheiro na veia, do BNDES ou do Tesouro, não vai ter. Isso é uma política do passado", disse ele à Reuters após participar de evento no Rio de Janeiro.

"As companhias têm que ter gestão do negócio e saber em que ambiente financeiro estão", afirmou Moreira, referindo-se à pressão de custos provocada pela alta do dólar. Segundo ele, o apoio às empresas pode vir com desonerações.

As aéreas apresentaram na semana passada várias demandas ao setor, incluindo unificação de ICMS sobre combustível de aviação, redução de tarifas aeroportuárias e mudança no cálculo do preço do querosene de aviação, descartada pelo ministro.

"Essa possibilidade é muito difícil", disse. "O dinheiro público, se colocado, terá que ser feito de forma muito criteriosa".

Moreira Franco anunciou ainda que em novembro o governo lançará o edital de licitação de obras para reformas de 45 aeroportos, dentro de um pacote de 270 unidades regionais que receberão incentivos do governo.

FIFA

O governo já procurou as empresas aéreas para debater o pedido da Fifa, autoridade máxima do futebol mundial, para ampliar o número de conexões diretas entre as cidades-sede durante a Copa do Mundo de 2014.

A preocupação com o grande número de conexões no Brasil foi manifestada na quinta-feira pelo secretário geral da entidade, Jerome Valcke. (Por Rodrigo Viga Gaier)