ENTREVISTA-Statoil aposta em Angola, no xisto russo e no Brasil

sexta-feira, 23 de agosto de 2013 14:41 BRT
 

OSLO, 23 Ago (Reuters) - A Statoil, uma das mais bem sucedidas exploradoras de petróleo dos últimos anos, vê a exploração petrolífera na Angola e o xisto russo como as próximas grandes apostas da indústria, e considera o óleo de xisto dos EUA supervalorizado, disse o chefe de explorações da empresa, Tim Dodson.

A companhia, que ampliou suas operações da sua base tradicional do Mar do Norte para todos os continentes ao longo da última década, também espera gastar pesadamente na exploração no Brasil, na Tanzânia e em Artic Barents, possivelmente mantendo seu orçamento de exploração em altas recorde, disse Dodson à Reuters em uma entrevista.

A Statoil, um importante produtor marítimo, precisa de novas descobertas, uma vez que tem como objetivo elevar sua produção em um quarto para mais de 2,5 milhões de barris por dia nesta década, e diversificar seu portfólio, ainda dominado por ativos no Mar do Norte.

"Estou muito animado com a oportunidade russa (de xisto)", disse Dodson. "Há uma enorme, enorme possibilidade de ganho se ele funciona", disse ele, referindo-se ao acordo preliminar firmado pela empresa com a russa Rosneft em junho para a exploração de xisto na região de Samara, na bacia do Volga-Ural da Sibéria ocidental.

A petroleira vai continuar a perfurar fortemente no próximo ano no Brasil, onde é o segundo maior produtor depois da Petrobras.

Também vai perfurar em Artic Barents, não muito longe de sua descoberta na Tanzânia, Johan Castberg, onde planeja uma instalação de 10 bilhões de dólares de Gás Natural Liquefeito (GNL).

O potencial do óleo de xisto da Rússia ainda não está totalmente mapeado, mas a formação Bazhenov na Sibéria já é considerada uma das maiores, e a ExxonMobil se juntou à Rosneft neste ano para começar a perfurar.

A Statoil renovou suas estratégias de exploração no início de 2011, aumentando os gastos, se arriscando mais e colocando Dodson no comando de uma divisão que vinha enfrentando dificuldades, mesmo em seu próprio território.

A jogada acabou dando certo. A taxa de reposição de reservas da empresa, que compara o volume de petróleo encontrado com a produção, saltou para 117 por cento em 2011 e 110 por cento em 2012 ante 73 por cento em 2009 e 87 por cento em 2010.   Continuação...