BNDES deve lançar novas condições de financiamento para PCHs e biomassa

segunda-feira, 26 de agosto de 2013 11:35 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 26 Ago (Reuters) - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve lançar até terça-feira novas condições de financiamento para projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e de usinas a biomassa para incentivar a participação destes empreendimentos no leilão de energia A-5, marcado para quinta-feira, afirmou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta segunda-feira.

O governo federal solicitou ao BNDES a melhora nas condições de financiamento para PCHs e usinas a biomassa, buscando atender pleitos dos setores. Segundo Tolmasquim, a cadeia de fornecedores reclamava da menor participação das PCHs nos leilões e, no caso das usinas a biomassa de cana, a iniciativa também considera a visão do governo de tentar estimular indiretamente a produção de etanol.

"Eu acho que biomassa e PCHs vão voltar no leilão de quinta-feira e o BNDES deve lançar hoje ou amanhã um pacote para tornar esses empreendimentos mais competitivos", disse Maurício Tolmasquim, durante evento do setor de energia, lembrando que o preço-teto pelo megawatt-hora (MWh) do leilão será de 140 reais.

O presidente da EPE disse também que projetos de usinas solares foram inscritos para o leilão A-3 programado para novembro desse ano, mas considera pouco provável que sejam contratados na competição. "Teve muita gente inscrito em solar, mas no A-3 é muito pouco provável que seja contratado porque vai concorrer com (outras) fontes juntas e o prazo para construção é muito mais curto", disse.

Tolmasquim disse que ainda há um pedido de um grupo de empreendedores para incluir a energia solar do leilão A-5 de dezembro, mas por enquanto isso não está permitido.

O presidente da EPE defendeu uma "pequena entrada de solar na matriz" como forma de adquirir experiência e criar "massa crítica" sobre a fonte de energia, mas não revelou como isso poderia ser feito.

Tolmasquim disse também que no leilão A-5 do fim do ano, o governo pretende incluir a hidrelétrica Itaocara, no Rio de Janeiro, cuja concessão foi devolvida por Light e Cemig.

As empresas devolveram a concessão da usina esse mês à União porque não conseguiram extensão do prazo de concessão da usina, que foi licitada há cerca de uma década mas não saiu do papel por dificuldades para obter licenças ambientais necessárias para sua viabilização.

"Estamos estudando colocar (Itaocara) no leilão de dezembro. Estamos calculando o preço teto para mandar para o TCU junto com as outras", disse Tolmasquim a jornalistas em evento da Câmara de Comércio Americana. "Itaocara já tem até licença de instalação e acho que tem chance de entrar", adicionou.   Continuação...