Petrobras e construtoras derrubam Ibovespa em 1,47%

segunda-feira, 26 de agosto de 2013 17:46 BRT
 

SÃO PAULO, 26 Ago (Reuters) - O principal índice da Bovespa fechou esta segunda-feira em queda, pressionado pelos papéis da Petrobras e de construtoras, com investidores embolsando lucros enquanto aguardavam a divulgação de dados econômicos nos próximos dias.

O Ibovespa teve variação negativa de 1,47 por cento, a 51.429 pontos, após ter encerrado a sessão anterior no maior nível em 11 semanas. A queda foi generalizada --das 71 ações que compõem o índice, apenas cinco avançaram.

O giro financeiro do pregão foi de 6,2 bilhões de reais.

Até o fechamento da última sexta-feira, o índice acumulou valorização de 8,2 por cento em agosto. Sem ver catalisadores para as ações continuarem subindo, alguns investidores aproveitaram o pregão de agenda fraca para embolsar lucros.

"Tivemos um processo de alta bastante relevante em agosto, o que inspira cuidados por parte de investidores", afirmou o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos.

O Ibovespa passou a maior parte da segunda-feira com variação discreta, em um pregão também pouco movimentado nos mercados internacionais.

A aceleração da queda aconteceu perto do fim da sessão, quando as bolsas americanas inverteram leve alta após uma declaração do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, que disse que todos os países devem se unir para esclarecer as responsabilidades pelo uso de armas químicas na Síria.

A ação preferencial da Petrobras exerceu a principal pressão de baixa no Ibovespa, após ter acumulado valorização de 13,9 por cento em agosto até sexta-feira, em meio à expectativa de um reajuste nos preços de combustíveis.

As construtoras Rossi Residencial e Gafisa foram outros destaques de queda.   Continuação...