Pretróleo Brent fecha em queda após tocar máxima de 5 meses por situação na Síria

segunda-feira, 26 de agosto de 2013 17:48 BRT
 

Por Jeanine Prezioso

NOVA YORK, 26 Ago (Reuters) - Os preços petróleo tipo Brent recuaram nesta segunda-feira após baterem a máxima de cinco meses, acima de 111 dólares o barril, mas permaneceram em patamar elevado diante da intensificação das tensões no Oriente Médio e da possibilidade de uma resposta militar liderada pelo Ocidente ao suposto uso de armas químicas na Síria.

O dia foi de volatilidade, com a forte queda nas encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos limitando os ganhos e dando força a sinais de que o crescimento econômico no terceiro trimestre no maior consumidor do mundo pode ser mais lento do que o previamente esperado por economistas.

O contrato do Brent para entrega em outubro terminou o dia em baixa de 0,31 dólar, para 110,73 dólares o barril, após atingir a máxima 111,68 dólares, maior nível intradia desde 2 de abril. O contrato manteve sua posição acima da média móvel de 10 dias, de 110,30 dólares, pela primeira vez em cinco sessões.

As negociações foram limitadas por um feriado público em Londres.

Já o petróleo norte-americano para entrega em outubro fechou em queda de 0,50 dólar, para 105,92 dólares, após tocar na máxima da sessão o patamar de 107,37 dólares, maior nível em quatro pregões.

Uma equipe de inspetores de armas químicas da Organização das Nações Unidas (ONU) visitou o local do suposto ataque com gás venenoso na Síria nesta segunda-feira, enquanto os chefes militares dos Estados Unidos e seus aliados europeus e do Oriente Médio se reuniam na Jordânia.

A prova de que a Síria usou armas químicas é "real e é convincente", disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, em discurso. Que recusa da Síria a permitir acesso ao local do ataque com armas químicas é um sinal de que o regime tem algo a esconder, acrescentou.

A instabilidade no Oriente Médio, que bombeia um terço do petróleo do mundo, tem apoiado o Brent. Grandes especuladores aumentaram suas posições líquidas compradas em futuros e opções de Brent para um recorde de alta na semana de 20 de agosto.

"O temor de que a situação no Oriente Médio possa sair do controle está mantendo os vendedores retraídos", disse Gene McGillian, analista da Tradition Energia em Stamford, Connecticut.

A oferta limitada devido a interrupções na produção no Mar do Norte e na Líbia e dados econômicos positivos da zona do euro e China na semana passada também têm contribuindo para o aumento do preço do petróleo, com Brent acumulando alta de cerca de 12 dólares o barril desde o fim de junho.