Confiança da construção recua 4,7% no tri até agosto--FGV

terça-feira, 27 de agosto de 2013 08:41 BRT
 

SÃO PAULO, 27 Ago (Reuters) - O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou 4,7 por cento no trimestre encerrado em agosto na comparação com um ano antes, com piora tanto da avaliação sobre a situação quanto das expectativas, de acordo a Sondagem Conjuntural da Construção divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta terça-feira.

No trimestre até julho, o índice havia recuado 4,0 por cento na mesma comparação.

O índice médio dos três meses até agosto ficou em 116,3 pontos, contra 122,0 pontos no mesmo período do ano anterior. No trimestre encerrado em julho, o Índice de Confiança da Construção havia ficado em 118,8 pontos.

O indicador, disse a FGV, "sinaliza, portanto, tendência de desaceleração do ritmo de atividade econômica do setor no terceiro trimestre de 2013".

O Índice da Situação Atual (ISA-CST) apresentou queda de 8,5 por cento, contra variação negativa de 7,8 por cento em julho.

Das 685 empresas consultadas, 19,8 por cento disseram que o nível de atividade aumentou no trimestre encerrado em agosto, contra 24,9 por cento no mesmo período do ano anterior. Por outro lado 19,2 por cento das empresas informaram que a atividade diminuiu, ante 17,3 por cento.

Já o Índice de Expectativas (IE-CST) caiu 1,4 por cento, ante queda de 0,8 por cento no mês anterior. A proporção de empresas prevendo aumento na demanda no trimestre até agosto atingiu 33,0 por cento, contra 32,1 por cento no mesmo período em 2012. Por sua vez, a parcela das que estão prevendo diminuição foi de 7,9 por cento, contra 6,2 por cento.

De acordo com a FGV, dos 11 segmentos pesquisados, 7 apresentaram piora, com destaque para Obras de Acabamento. Neste caso, a variação interanual do índice de confiança trimestral mostrou queda de 4,3 por cento em agosto ante recuo de 2 por cento em julho.

A FGV também informou nesta terça-feira que o Índice Nacional de Custo da Construção-M (INCC-M) desacelerou a alta para 0,31 por cento em agosto, após avanço de 0,73 por cento no mês anterior.

(Por Camila Moreira; Edição de Alexandre Caverni)