OGX luta para fechar acordo com Petronas; malaia não entrega garantias

terça-feira, 27 de agosto de 2013 11:43 BRT
 

Por Sabrina Lorenzi e Niluksi Koswanage

RIO DE JANEIRO/KUALA LUMPUR, 27 Ago (Reuters) - A OGX está enfrentando dificuldades para vender uma fatia em blocos de petróleo para a malaia Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, que espera uma reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio.

Neste contexto, a Petronas ainda não apresentou as garantias financeiras exigidas por autoridades brasileiras para a compra de fatia de blocos da OGX, e a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) ainda não aprovou o acordo anunciado no começo de maio.

"O acordo pode ser desfeito se as garantias não forem apresentadas", afirmou à Reuters uma fonte no Brasil com conhecimento do assunto, sob condição de anonimato.

O presidente da Petronas , Shamsul Azhar Abbas, afirmou na segunda-feira em coletiva de imprensa que só dará continuidade ao negócio --crucial para a OGX-- depois da reestruturação da dívida da empresa brasileira.

O impasse ocorre no momento em que Eike Batista, controlador da OGX, lida com dívidas crescentes e uma crise de confiança no grupo EBX. Nesta terça-feira, a OGX informou que desistiu de assinar o contrato de concessão de nove blocos arrematados na última rodada de licitação de petróleo, dizendo que não é o momento de assumir riscos com novas áreas.

O negócio entre OGX e Petronas já foi aprovado pelo Cade (órgão antitruste brasileiro) e dependeria apenas de aprovação da ANP, que agora encontra-se emperrada pela falta de documentação.

A assessoria de imprensa do Cade informou que a aquisição está aprovada desde junho.

Mas a ANP, para aprovar um negócio entre petroleiras, exige uma série de documentos, entre eles as garantias financeiras.   Continuação...

 
Presidente da companhia de petróleo estatal Petronas, Shamsul Azhar Abbas, discursa durante Conferência Mundial de Gás 2012, em Kuala Lumpur. A OGX está enfrentando dificuldades para vender uma fatia em blocos de petróleo para a Petronas, uma das maiores companhias de petróleo da Ásia, que espera uma reestruturação da dívida da petroleira de Eike Batista para prosseguir com o negócio. 4/06/2012. REUTERS/Bazuki Muhammad