August 27, 2013 / 3:13 PM / 4 years ago

Dólar tem forte alta e volta a R$2,40, por tensões na Síria

4 Min, DE LEITURA

Cliente troca reais por dólares em casa de câmbio do Rio de Janeiro. O dólar registrava alta ante o real nesta terça-feira, voltando ao patamar de 2,40 reais, em um momento de aversão ao risco nas praças internacionais diante de temores de ataque iminente dos Estados Unidos e aliados à Síria. 7/05/2004.Bruno Domingos

Por Tiago Pariz

SÃO PAULO, 27 Ago (Reuters) - O dólar registrava alta ante o real nesta terça-feira, voltando ao patamar de 2,40 reais, em um momento de aversão ao risco nas praças internacionais diante de temores de ataque iminente dos Estados Unidos e aliados à Síria.

O novo componente de instabilidade no mercado parecia limitar os efeitos do programa de leilões cambiais do Banco Central. Alguns analistas acreditavam que a autoridade monetária, que nesta manhã anunciou leilões de rolagem de swap cambial que vencem em outubro, precisará elevar o grau de intervenção no mercado para se adaptar ao novo cenário de incerteza.

Às 12h05, o dólar avançava 0,69 por cento, a 2,4002 reais na venda, após subir 1,29 por cento na sessão anterior, para 2,3837 reais. O volume estava em torno de 350 milhões de dólares, segundo dados da BM&F.

"O dólar está faz tempo com grande volatilidade, mas a tendência ainda é de alta", afirmou um operador de corretora estrangeira, que pediu anonimato.

A moeda norte-americana chegou a subir mais de 1 por cento neste pregão, aproximando-se na máxima de 2,42 reais. "Com certeza (o programa do BC) está longe de ter eliminado as fortes variações que (o dólar) estava tendo. O cenário continua bastante preocupante e talvez o BC tenha que fazer mais leilões além dos programados", afirmou o operador de câmbio da corretora Intercam, Glauber Romano.

Nesta terça-feira, o BC vendeu 10 mil contratos de swap cambial tradicional com vencimento em 2 de dezembro de 2013, como parte de seu plano de intervenções, cujo potencial é de 60 bilhões de dólares. Entre segunda e quinta-feiras, o BC ofertará 10 mil contratos de swap por dia e, nas sexta-feiras, ele fará leilão de venda no mercado à vista com compromisso de recompra no valor de 1 bilhão de dólares.

Após o leilão, a autoridade monetária divulgou um cronograma de rolagem de 135.300 contratos com vencimento em 1º de outubro deste ano.

As ofertas serão realizadas 16, 17 e 18 de setembro coincidindo com as datas da reunião do Federal Reserve, banco central norte-americano, marcada para 17 e 18 de setembro e na qual investidores acreditam que o Fed poderá decidir reduzir suas compras mensais de títulos.

É justamente a preocupação com o futuro da política monetária dos EUA que desencadeou o processo de valorização internacional do dólar.

Além disso, a possibilidade de os Estados Unidos e seus aliados atacarem a Síria adicionou instabilidade aos mercados e fez os investidores se livrarem de aplicações de risco, como moedas de país com economias menos desenvolvidas. Em vez disso, eles procuravam ativos considerados "porto-seguro", como o ouro no mercado à vista, que atingiu a maior cotação em 11 semanas.

Em relação ao peso mexicano, a divisa dos Estados Unidos subia mais de 1 por cento, já o dólar australiano se desvalorizava 0,7 por cento, e o dólar neozelandês perdia 0,68 por cento.

"O temor de ataque na Síria afetou os mercados fortemente. Vamos ver se o BC vai manter o cronograma ou alterá-lo", afirmou o operador de um banco estrangeiro, citando que o mercado de câmbio está bastante agitado e nervoso.

Edição de Walter Brandimarte e Patrícia Duarte

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