August 28, 2013 / 10:20 PM / 4 years ago

Defasagem da gasolina atinge maior valor em quase 1 ano--CBIE

3 Min, DE LEITURA

Por Roberto Samora

SÃO PAULO, 28 Ago (Reuters) - A defasagem dos preços da gasolina vendida pela Petrobras nas refinarias no Brasil, em relação ao valor do produto no exterior, atingiu o maior patamar em quase um ano, de acordo com levantamento do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

A gasolina no Brasil estava 28,2 por cento mais barata que a vendida no exterior no dia 19 de agosto, segundo o mais recente levantamento do CBIE obtido pela Reuters, uma elevação de 4,6 pontos percentuais na defasagem em relação à semana anterior.

O índice é o maior desde 11 de setembro de 2012, quando a diferença chegou a 28,9 por cento.

O aumento na defasagem ocorre em meio a um dólar forte frente ao real e a preços firmes do petróleo no mercado internacional.

No caso do diesel, a diferença entre o preço nacional e o internacional em 19 de agosto ficou em 28 por cento, uma elevação de 5,2 pontos percentuais ante a semana anterior, segundo o CBIE.

Trata-se da maior diferença entre as cotações locais e externas desde 15 de outubro de 2012, quando foi de 28,1 por cento.

O CBIE considera no cálculo da defasagem valores dos combustíveis nas refinarias do Golfo do México, além da taxa de câmbio. Nos EUA, as cotações dos combustíveis flutuam de acordo com os preços do petróleo, enquanto no Brasil os preços da gasolina e do diesel são controlados pelo governo, acionista majoritário da Petrobras.

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A estatal já disse que tem buscado alinhar os preços dos combustíveis aos valores internacionais, como forma de sanar uma das sangrias de suas contas. Mas agora uma estabilização do câmbio é fator chave nas negociações para um reajuste dos combustíveis entre representantes da Petrobras e o governo, que determina os aumentos também considerando os riscos de um impacto na inflação.

Como a Petrobras importa petróleo e combustíveis, a alta do dólar afeta negativamente as contas da estatal, que tem comercializado derivados no mercado interno a preços mais baixos do que os de compra no exterior, por conta da política governamental.

Na semana passada o dólar atingiu maior nível frente ao real em quase cinco anos, a 2,4512 reais na venda, enquanto o petróleo Brent, referência global, estava no patamar de 110 dólares o barril no dia 19.

Com a forte atuação do Banco Central brasileiro no mercado de câmbio, o dólar recuou ante o pico recente, fechando a 2,348 real nesta quarta-feira, mas o petróleo Brent está firme nos últimos dias, fechando a acima de 116 dólares nesta quarta-feira, perto do maior patamar em seis meses, com preocupações de que conflito na Síria se alastre para a região produtora de petróleo do Oriente Médio.

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