Lobão: não se cogita agora aumento do preço da gasolina

quarta-feira, 28 de agosto de 2013 19:20 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 28 Ago (Reuters) - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta quarta-feira que não se cogita agora um aumento do preço da gasolina, uma demanda da Petrobras que busca alinhar os valores dos combustíveis no mercado interno com o exterior.

"Não se está cogitando aumento agora, do ponto de vista do governo. O que a gente pode dizer é que os preços dos combustíveis estão defasados", disse Lobão a jornalistas, após entrevista coletiva sobre o apagão que atingiu a região Nordeste nesta tarde.

"O governo conduz esta matéria com todo o cuidado para que não haja reflexo, repercussão na economia, gerando inflação. Se de um lado temos a necessidade da Petrobras, do outro lado temos os cuidados que o governo tem e terá sempre com a economia", acrescentou.

O ministro disse que esteve na Petrobras nesta quarta para uma reunião com representantes da estatal incluindo a presidente da companhia, Maria das Graças Foster, mas não foi tratado durante o encontro um reajuste do preços dos combustíveis.

A Petrobras busca um reajuste de preços dos combustíveis diante da alta da cotação do petróleo no mercado internacional e da disparada recente do dólar ante o real, já que isso eleva os custos das importações de combustíveis feitas pela empresa para abastecer o mercado doméstico.

Para aumentar o preço dos combustíveis, porém, a companhia depende do aval de seu acionista controlador, o governo federal, num momento em que a inflação preocupa.

"A situação da empresa não é grave, há uma defasagem no preço (dos combustíveis) e teremos que olhar para isso. Mas isso não está comprometendo a empresa ao ponto que vocês sugerem", afirmou Lobão, ao ser questionado por jornalistas sobre o impacto de preços defasados na Petrobras.

"Eu tenho reuniões com a Petrobras frequentemente e com a presidente da Petrobras também... Vimos o que está sendo feito pela Petrobras, a situação é muito boa e não há problema nenhum de crédito ou empréstimos à Petrobras", reforçou o ministro.

(Por Rodrigo Viga Gaier)