Carlos Tavares, segundo no comando da Renault, deixa empresa

quinta-feira, 29 de agosto de 2013 09:24 BRT
 

PARIS, 29 Ago (Reuters) - O vice-presidente operacional da Renault Carlos Tavares renunciou ao cargo de forma inesperada nesta quinta-feira, retomando especulações de que ele poderá ingressar em uma das montadoras de veículos dos Estados Unidos como um potencial presidente-executivo.

Tavares, português e segundo no comando da montadora francesa depois do presidente-executivo, Carlos Ghosn, vai "interromper hoje suas funções de vice-presidente de operações para buscar outros objetivos pessoais", afirmou a Renault em comunicado.

A Renault não deu mais detalhes além de informar que Tavares vai deixar a companhia em uma data futura. Ghosn, que também lidera a afiliada Nissan, vai assumir temporariamente as funções de Tavares.

O executivo português, que já comandou a Nissan nas Américas antes de retornar à Renault em 2011, tem qualificações para assumir um alto posto de comando em uma montadora dos Estados Unidos, segundo executivos que trabalharam com ele.

Em entrevista publicada em 14 de agosto, Tavares afirmou à Bloomberg que tinha "energia e apetite para uma posição de comando" mas que provavelmente não sucederia Ghosn, de 59 anos, em algum momento em breve.

"Minha experiência seria boa para qualquer companhia de carros", teria dito Tavares na entrevista. "Por que não a GM? Eu ficaria honrado em liderar uma companhia como a GM."

A General Motors, liderada pelo presidente-executivo Dan Akerson, 64, não tem comentado as declarações de Tavares. A Ford afirma que tem seus planos de sucessão para todos os executivos, incluindo o presidente da companhia, Alan Mulally, 68.

(Por Laurence Frost)

 
Vice-presidente operacional da Renault Carlos Tavares, após apresentação dos resultados do primeiro semestre de 2013 da empresa em Boulogne-Billancourt, perto de Paris, 26 de julho de 2013. Tavares renunciou ao cargo de forma inesperada nesta quinta-feira, retomando especulações de que ele poderá ingressar em uma das montadoras de veículos dos Estados Unidos como um potencial presidente-executivo. REUTERS/Benoit Tessier