Leilão de usina Sinop termina, disputa segue a outras fontes

quinta-feira, 29 de agosto de 2013 11:19 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A primeira fase do leilão de energia nova A-5, de licitação e venda de energia da hidrelétrica Sinop (400 MW), terminou nesta quinta-feira, e a segunda fase, de venda de energia de pequenas centrais hidrelétricas, térmicas a biomassa e a carvão está em andamento.

Ainda não é possível saber se a hidrelétrica Sinop foi licitada, segundo informações do sistema de acompanhamento do leilão no site da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O leilão de energia nova A-5 contratará energia para ser entregue a partir de 2018 e conta com 3.535 megawatts (MW) em potência instalada de 36 projetos habilitados para a participação.

A usina Sinop (MT), de 400 MW, é a única grande hidrelétrica a participar do leilão e tinha o interesse de concessionárias relevantes de energia do país.

A Copel havia informado que formou consórcio com a chinesa State Grid para disputar a concessão de Sinop. A Eletrobras também confirmou que disputaria o empreendimento com suas subsidiárias Chesf e Eletronorte em consórcio com empresa privada.

O preço máximo da energia de Sinop na disputa era de 118 reais por megawatt-hora (MWh). Já para as outras fontes, o preço-teto estabelecido é de 140 reais por MWh.

No leilão, as hidrelétricas vendem energia no produto "quantidade", por 30 anos. Já as térmicas vendem no produto "disponibilidade", por 25 anos.

Vencem o leilão os projetos que oferecerem maiores descontos de energia frente aos preços-teto iniciais e até atender a necessidade de contratação.

O leilão marca a volta das térmicas a carvão nesse tipo de competição, mas ainda há dúvidas sobre se essas usinas serão viabilizadas, já que empreendedores reclamam do preço máximo para venda de energia estabelecido, e um dos participantes habilitados, CTSUL, já disse que não irá ao leilão.

(Por Anna Flavia Rochas)