ENTREVISTA-Finlandesa Metso mira no etanol de 2a geração no Brasil

sexta-feira, 30 de agosto de 2013 15:37 BRT
 

Por Fabíola Gomes

SÃO PAULO, 29 Ago (Reuters) - A finlandesa Metso, líder em equipamentos para celulose no país, prepara-se para entrar no segmento brasileiro de etanol de segunda geração, de olho num mercado de energia renovável com potencial para movimentar 500 milhões de euros em cinco anos na América do Sul, disse o presidente da Metso Paper South America.

"Vemos a área de energia, num horizonte de cinco anos, atingindo 500 milhões de euros na América do Sul. Este é o tamanho do mercado em que estamos buscando participar", disse à Reuters o presidente da unidade, Celso Tacla.

A estimativa da companhia considera o potencial de faturamento na América do Sul com o etanol de primeira e de segunda geração, além da produção de eletricidade a partir de biomassa.

O setor do chamado etanol celulósico, produzido a partir da quebra das cadeias de celulose, é uma aposta das empresas que buscam alternativas mais sustentáveis e com custos competitivos na escala comercial, para atender à expectativa de uma crescente demanda pelo biocombustível.

A Metso atua no Brasil fornecendo equipamentos para a indústria de etanol, mas vê no segmento de segunda geração um nicho com grande potencial de crescimento.

A empresa já deu o primeiro passo neste segmento no país, fornecendo parte dos equipamentos para um projeto de segunda geração da Odebrecht Agroindustrial, antiga ETH Energia, realizado com o apoio de recursos do programa conjunto BNDES-Finep para apoio à inovação no setor sucroenergético.

Além deste, que está em etapa inicial, a companhia também está participando de concorrências em outros projetos de segunda geração, disse Tacla.

A companhia entra agora com mais força no segmento com o lançamento de uma tecnologia, inédita no país, para plantas de hidrólise destinadas à produção de etanol celulósico. A Metso é detentora da tecnologia, que já está em uso na Europa e nos Estados Unidos.   Continuação...