S&P 500 tem pior mês desde maio de 2012

sexta-feira, 30 de agosto de 2013 17:40 BRT
 

Por Ryan Vlastelica

NOVA YORK, 30 Ago (Reuters) - As ações dos Estados Unidos fecharam em queda nesta sexta-feira, em dia marcado por baixo volume, com o S&P 500 registrando sua pior queda mensal desde maio de 2012.

Investidores evitaram fazer grandes apostas, antes de um fim de semana prolongado graças ao feriado na segunda-feira e diante da ainda incerta situação na Síria.

O índice Dow Jones recuou 0,21 por cento, para 14.810 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,32 por cento, para 1.632 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,84 por cento, para 3.589 pontos.

No mês, o Dow Jones recuou 4,4 por cento, o S&P 500 perdeu 3,1 por cento e o Nasdaq teve variação negativa de 1 por cento.

As negociações foram voláteis durante a tarde, com os índices oscilando entre a estabilidade e perdas sólidas enquanto o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, afirmava que o governo da Síria usou gás venenoso contra cidadãos e defendeu uma resposta militar limitada. E o presidente do país, Barack Obama, disse mais tarde que não tomou uma decisão final sobre uma intervenção na Síria.

"As pessoas estão desconfortáveis com não saber o que está acontecendo", disse o gestor de portfólio do Pioneer Investment Management, John Carey. "Com essa incerteza e chegando ao feriado do Dia do Trabalho, estamos vendo as pessoas se afastarem".

O S&P 500 perdeu 1,8 por cento na semana, terceiro declínio nas últimas quatro semanas.

O índice de volatilidade CBOE avançou 2,2 por cento, cravando alta semanal de 22 por cento. O volume de negociações foi baixo antes do feriado de segunda-feira. Cerca de 3,99 bilhões de ações foram negociadas na New York Stock Exchange, na Nasdaq e na NYSE MKT, abaixo da média diária até agora neste ano, de cerca de 6,31 bilhões de ações.

"Eu tendo a ver a fraqueza como uma oportunidade para comprar, a menos que haja algum tipo de crise global", disse Carey, que ajuda a gerir cerca de 200 bilhões de dólares em ativos. "A Síria não é a crise em si mesma, mas se realmente adotarmos medidas militares, pode haver repercussões". Ação militar "é sempre bastante arriscada".