Catar aumenta equipe de fundo para diversificar portfólio

segunda-feira, 2 de setembro de 2013 12:32 BRT
 

Por Dinesh Nair

DUBAI, 2 Set (Reuters) - O fundo soberano do Catar, um dos investidores mais agressivos do mundo, está contratando profissionais seniores de bancos e executivos da indústria para diminuir a dependência do fundo na Europa e diversificar sua carteira de investimentos, disseram fontes familiarizadas com o plano.

Sob comando do recém-nomeado presidente Ahmed Al-Sayed, o fundo de mais de 100 bilhões de dólares busca oportunidades na Ásia e nos Estados Unidos. A contratação reflete um objetivo de longo prazo de equilibrar geograficamente um portfólio que agora está quase 80 por cento exposto à Europa, disseram as fontes.

Al-Sayed, conhecido como um negociador experiente e agressivo, assumiu o comando da Qatar Investment Authority (QIA) em julho, quando o recém-coroado emir, o xeque Tamim bin Hamad al-Thani, fez mudanças no veículo de investimento como parte da reestruturação do Estado do Catar após a abdicação de seu pai.

Al-Sayed é um dos poucos executivos que não fazem parte da família real do Catar a tomar frente de uma importante entidade estatal no Estado do Golfo.

Antes, o QIA era liderado pelo primo do emir, o ex-primeiro-ministro Sheikh Hamad bin Jassim al-Thani, que construiu grandes participações em empresas europeias e no setor imobiliário.

Desde a nomeação de Al-Sayed, o fundo começou uma onda de expansão agressiva, contratando profissionais de bancos e altos executivos, com experiência variando de fusões e aquisições na Ásia para investimentos no varejo e luxo na Europa.

A Qatar Holding, braço de investimento do fundo de riqueza, contratou Ugo Arzani, antes diretor-gerente do Bank of America Merrill Lynch em Londres, como chefe de investimentos de consumo e varejo, disseram três fontes, que preferiram não ser identificadas, já que a notícia da contratação não é pública.

"A equipe atual é muito inteligente, mas sua experiência é principalmente na Europa", uma das fontes disse.

Um porta-voz da QIA em Londres se recusou a comentar sobre a contratação ou sobre seu plano para diversificar seu portfólio.