Líbia importa combustível para manter termelétricas funcionando

segunda-feira, 2 de setembro de 2013 15:00 BRT
 

TRÍPOLI, 2 Set (Reuters) - A Líbia está importando diesel e óleo combustível numa tentativa de evitar os cada vez mais frequentes cortes de fornecimento de energia elétrica, enquanto as filas dos motoristas crescem nos postos de combustíveis e a vida diária se torna mais difícil diante de uma crise política.

A maior parte dos campos de gás na região oriental do país, responsáveis pelo abastecimento das usinas térmicas, havia sido paralisada em meio à pior crise no setor energético da Líbia desde uma guerra civil, em 2011. Grupos armados, seguranças e trabalhadores do setor do petróleo fecharam oleodutos e portos de petróleo em todo o país.

Um alto funcionário da Companhia Nacional de Petróleo disse que a Líbia tem importado pelo menos três vezes as quantidades habituais de combustível líquido, a fim de manter as usinas em operação.

"Todo o gás na região leste do país parou", disse o funcionário, que pediu anonimato.

Segundo Ahmad Mustapha Hussein, um funcionário sênior na estatal Companhia Geral de Eletricidade da Líbia (Gecol, na sigla em inglês), disse que levará semanas para as grandes usinas de energia de ciclo combinado com turbinas a gás voltarem a funcionar a base de gás natural, caso a crise persista.

"Tem havido uma série de problemas como resultado dos ataques e isso está afetando as unidades geradoras", disse Hussein, acrescentando que o custo de importação de diesel e óleo combustível está somando-se às pressões fiscais resultantes da perda das receitas com o petróleo.

As exportações de petróleo da Líbia caíram abaixo de 10 por cento de sua capacidade, para menos de 100 mil barris por dia, de acordo com estimativas da Reuters, à medida que o país reserva parte da produção para o consumo doméstico.

A queda na produção doméstica também tem gerado filas mais longas que as habituais em postos de combustíveis da capital Trípoli, onde vive um quarto da população do país, de 6 milhões de habitantes.

(Reportagem de Suleiman Al-Khalidi)