2 de Setembro de 2013 / às 22:24 / em 4 anos

Ainda forte, importação brasileira de petróleo cai em agosto ante julho

BRASÍLIA/SÃO PAULO, 2 Set (Reuters) - As importações brasileiras de petróleo e de derivados em agosto mantiveram a tendência de alta na comparação anual, mas apresentaram recuo expressivo na comparação com julho, mostraram dados divulgados nesta segunda-feira pela Secretaria Comércio Exterior (Secex).

Em agosto, as importações de petróleo, combustíveis e lubrificantes subiram 41,4 por cento em relação ao mesmo mês do ano passado, para 2,387 bilhões de dólares, e caíram quase 50 por cento ante julho.

O governo conta com o aumento da produção da Petrobras nos próximos meses para eventualmente reverter o déficit da chamada “conta petróleo”, que tem contribuído fortemente para o fraco desempenho da balança comercial brasileira.

A balança comercial acumula no ano até agosto déficit de 3,764 bilhões de dólares --o maior desde 1995.

“O déficit é conjuntural porque para os próximos meses esperamos um aumento da produção de petróleo, aumento da exportação de petróleo e da redução das importações de petróleo”, disse o secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, em entrevista a jornalistas.

As importações de petróleo subiram mais de 58 por cento em agosto ante o mesmo mês de 2012, para 696 milhões de dólares, enquanto as compras de derivados subiram 35,5 por cento na mesma comparação, para 1,7 bilhão de dólares.

No mês passado, o Brasil exportou 1,08 bilhão de dólares em petróleo (1,68 milhão de toneladas), contra 692 milhões de dólares em julho e 2,3 bilhões de dólares em agosto de 2012.

No acumulado do ano até agosto, as importações de petróleo e derivados subiram 21,7 por cento na comparação anual para 28,2 bilhões de dólares.

Já as exportações de petróleo renderam ao país 7,07 bilhões de dólares no ano até agosto-- metade do valor registrado no mesmo período do ano passado.

PRODUÇÃO DA PETROBRAS CAI EM JULHO

Se forem confirmadas as previsões do governo de maior produção e menor importação de petróleo, a Petrobras terá um alívio importante em suas contas, que sofrem com a venda de combustíveis no mercado interno a preços mais baixos do que os de compra no exterior. A diferença de preço tem sido acentuada pela recente valorização do dólar frente ao dólar.

Em julho, a produção de petróleo do país registrou baixa de 6 por cento ante junho, impactada pelo recuo na extração da Petrobras. Na comparação anual, o bombeamento da estatal em julho recuou 2,4 por cento, informou nesta segunda-feira a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Por Luciana Otoni e Roberto Samora

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