Bens de capital pesam e produção industrial cai 2,0% em julho

terça-feira, 3 de setembro de 2013 13:41 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - A produção industrial brasileira voltou a cair em julho, pressionada principalmente por bens de capital, indicando que a economia brasileira iniciou o terceiro trimestre com fraqueza depois do surpreendente desempenho do PIB nos três meses anteriores.

A queda de 2 por cento em julho ante o mês anterior divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) praticamente anula a alta mensal de junho de 2,1 por cento, em número revisado após a divulgação de avanço de 1,9 por cento.

Na comparação com julho de 2012, a produção industrial teve expansão de 2,0 por cento. O IBGE também revisou ligeiramente para cima o crescimento de junho ante junho de 2012 para 3,2 por cento, ante 3,1 por cento anteriormente.

"Foi uma perda que mantêm a característica de 2013 de ser um ano de volatilidade muito grande, com alta intensa que é devolvida em seguida", disse a jornalistas o economista do IBGE André Macedo. "Não se via na indústria essa volatilidade pelo menos nos últimos 10 anos da pesquisa."

Os resultados foram piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters de recuo mensal de 1,20 por cento e alta anual de 2,65 por cento.

Com o resultado de julho, a indústria opera agora 3,6 por cento abaixo do pico de produção registrado em maio de 2011, e em um nível semelhante ao do começo de 2010.

BENS DE CAPITAL

Todas as categorias de uso registraram queda em julho na comparação mensal, com destaque para o recuo de 3,3 por cento entre Bens de Capital, uma medida de investimento, num movimento que para o IBGE está ligada à menor produção de caminhões.   Continuação...

 
Trabalhador monta carro da Ford em linha de montagem em fábrica de São Bernardo do Campo, SP, 13 de agosto de 2013. A produção industrial brasileira voltou a cair em julho ao registrar queda de 2 por cento frente a junho, indicando que a economia brasileira iniciou o terceiro trimestre com fraqueza depois do surpreendente desempenho do PIB nos três meses anteriores. REUTERS/Nacho Doce