Síria e turbulência nos mercados emergentes deixarão EUA em situação difícil no G20

terça-feira, 3 de setembro de 2013 14:32 BRT
 

Por Douglas Busvine

MOSCOU, 3 Set (Reuters) - O Grupo dos 20 iniciou na crise financeira mundial de 2009 uma cooperação sem precedentes entre nações desenvolvidas e emergentes para evitar o colapso econômico, algo que depois não teve paralelo.

Quatro anos depois, as mudanças no âmbito do poder e do dinheiro --lideradas por fuga de capitais dos mercados emergentes-- e as divisões abertas sobre a Síria vão testar a determinação dos líderes do G20 quando eles se encontrarem esta semana em São Petersburgo, a segunda maior cidade russa.

É a própria amplitude do fórum, que reúne as economias desenvolvidas e em desenvolvimento responsáveis ​​por dois terços da população e 90 por cento da produção mundial, o que torna difícil forjar uma frente unida.

"Há um tremendo vácuo de coordenação política e eu acho que nunca vi uma situação tão ruim", disse um economista que falou sob condição de manter o anonimato, comentando os dois dias de negociações a partir de quinta-feira.

O presidente dos EUA, Barack Obama, que já desistiu de realizar uma reunião com o anfitrião, o presidente Vladimir Putin, após um desentendimento entre Washington e Moscou, pode ser perdoado por querer pular todo o encontro.

Obama tem se esforçado para conseguir apoio ocidental para uma ação militar contra o regime da Síria, que o governo norte-americano acredita seja a responsável pela morte de mais de 1.400 pessoas em um ataque com armas químicas.

A Grã-Bretanha, um aliado geralmente confiável, recuou após uma revolta parlamentar na semana passada.

O pedido de Obama de aprovação do uso da força pelo Congresso surpreendeu o Kremlin por parecer ser uma demonstração de fraqueza após a potente ação norte-americana no Iraque e no Afeganistão ao longo da última década.   Continuação...