3 de Setembro de 2013 / às 21:15 / em 4 anos

Cautela com Síria derruba índice após ganhos fortes na véspera

Por Priscila Jordão

SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - O principal índice da Bovespa encerrou em queda nesta terça-feira, com investidores cautelosos diante da iminência de um possível ataque dos Estados Unidos contra a Síria e sem motivos para continuar comprando, após o Ibovespa ter registrado sua maior alta em cerca de 13 meses na véspera.

O Ibovespa fechou com variação negativa de 0,40 por cento, a 51.625 pontos. O giro financeiro do pregão foi de 7,3 bilhões de reais.

Após um avanço de 3,65 por cento do Ibovespa na segunda-feira, em reação a dados robustos da indústria da China e da Europa, investidores mostraram pouca disposição para novas compras.

O nervosismo em relação a um eventual ataque iminente contra a Síria voltou a assolar os mercados, após importantes lideranças republicanas dos EUA terem apoiado a proposta do presidente Barack Obama para uma ação militar.

As declarações fizeram as bolsas norte-americanas limitarem ganhos registrados mais cedo, depois do feriado do Dia do Trabalho na segunda-feira nos EUA.

"Hoje é natural a bolsa (paulista) arrefecer com a expectativa de um ataque", afirmou o economista Gustavo Mendonça, da Saga Capital. "Ontem a bolsa aqui subiu muito e o índice futuro dos EUA avançou bastante, mas hoje as bolsas norte-americanas também estavam relativamente mais fracas", completou.

Pesou também na bolsa paulista o desânimo com o resultado da produção industrial brasileira, que recuou 2,0 por cento em julho em relação ao mês anterior.

Nesta sessão, papéis do setor financeiro e a ação preferencial da Petrobras exerceram as principais pressões de baixa sobre o Ibovespa. A petroleira divulgou na véspera que sua produção caiu 4,6 por cento em julho ante o mês anterior.

As ações das instituições de ensino Anhanguera e Kroton também foram destaque de queda, em um dia em que Anima Educação e a Ser Educacional avançaram em seus planos ingressarem na bolsa.

A ação preferencial da Ambev também foi destaque de queda, após analistas do BTG Pactual, liderados por Thiago Duarte, afirmarem em relatório que a produção de cerveja no país recuou 5,5 por cento em agosto contra um ano antes, citando dados do Sistema de Controle de Produção de Bebidas.

Além disso, os analistas acrescentaram que as projeções de vendas da Ambev para o ano permanecem desafiadoras e que o mercado pode ter que reduzir expectativas para a companhia.

No sentido contrário, a empresa de petróleo OGX teve a maior alta percentual do índice. O papel já havia impulsionado a bolsa na última sessão, recuperando-se parcialmente de um tombo de 40 por cento na sexta-feira.

O pregão da véspera foi marcado por um rebalanceamento do Ibovespa, o que fez a participação da OGX aumentar no índice.

"Com as mudanças, a participação da petroleira agora é de cerca de 5 por cento, o que está criando uma distorção no índice. É uma companhia que tem muito mais peso do que deveria", afirmou o sócio da Zenith Asset Management Guilherme Sand.

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