CENÁRIOS-Empresas de educação buscam IPOs em meio à consolidação

terça-feira, 3 de setembro de 2013 18:51 BRT
 

Por Juliana Schincariol e Guillermo Parra-Bernal

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 3 Set (Reuters) - O setor de educação no Brasil começa a ser um frequentador assíduo do mercado de capitais, tanto na bolsa de valores quanto em fusões e aquisições, em meio à expectativa de receber dezenas de bilhões de reais em investimentos públicos nos próximos anos.

A participação do segmento no pregão da Bovespa --que já conta com a Kroton, Anhanguera, Estácio e Abril Educação-- engordará nos próximos meses com a chegada da Ser Educacional, que atua nas regiões Norte e Nordeste, e da Anima Educação, grupo formado por instituições de São Paulo e Minas Gerais.

Os dois grupos de ensino já deram mandatos a bancos para realizarem ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), que devem ser precificadas até o fim de outubro.

Mas apesar da movimentação das companhias para ingressar na bolsa, o setor educacional não deve desfrutar de um boom semelhante ao que ocorreu anos atrás com o setor imobiliário, por exemplo, por ser muito pulverizado e com poucas companhias robustas o suficiente para fazer IPOS.

Para isso, o processo de consolidação do setor precisa continuar avançando, afirmam especialistas.

A compra e venda de participações mostra uma efervescência ímpar do setor, apesar da quase estagnação no mercado de fusões brasileiro diante do terceiro ano seguido de baixo crescimento econômico do país.

O anúncio da união da Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU) com o Grupo Laureate International no mês passado se seguiu à fusão há alguns meses entre a Kroton e Anhanguera, que criou um grupo avaliado em 13 bilhões de reais.

E a Abril Educação movimentou 585,5 milhões de reais em uma oferta de ações para ajudar a pagar a aquisição da rede de escolas de idiomas Wise UP, anunciada no começo do ano.   Continuação...