ATUALIZA 1-Operadoras apostam nas antenas em postes de luz para melhorar cobertura

terça-feira, 3 de setembro de 2013 21:11 BRT
 

Por Luciana Bruno

RIO DE JANEIRO, 3 Set (Reuters) - Em meio ao aumento da demanda por internet móvel, as operadoras estão buscando alternativas urbanísticas mais amigáveis para a instalação de antenas, e uma delas é utilizar os postes de iluminação, estratégia já adotada pela Vivo e analisada por Oi, TIM, Claro e Nextel.

De acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), existem hoje 60,4 mil torres de telecomunicações no Brasil. Mas com o aumento estimado de 200 por cento do tráfego de rede com uso de tablets e smartphones nos últimos anos, esse volume já não é suficiente para atender a demanda, segundo o sindicato das empresas do setor, o Sinditelebrasil.

As operadoras dizem ter dificuldades para instalar novas antenas devido a restrições urbanísticas impostas por legislações municipais, o que faz com que a aprovação para novas torres demorar até um ano para sair, disse o diretor do sindicato, Carlos Duprat.

"Existem mais de 250 municípios com legislações próprias para a instalação de antenas e todas muito restritivas", declarou Duprat à Reuters.

Uma proposta para normatizar a instalação dos equipamentos, apoiada pelo governo federal, tramita no Congresso Nacional.

Para apresentar alternativas mais amigáveis do ponto de vista urbanístico, a Vivo lançou há cerca de quatro meses o projeto-piloto "Site Sustentável" em parceria com o Sinditelebrasil e aprovado pela prefeitura do Rio de Janeiro.

O projeto consiste em colocar antenas em postes de iluminação, com equipamentos enterrados no subterrâneo, evitando assim instalar elementos novos no mobiliário urbano.

O diretor de redes da Vivo, Leonardo Capdeville, explicou que há quatro anos as operadoras já podem instalar equipamentos de telefonia em postes de transmissão de energia elétrica. No entanto, esses postes ficavam sobrecarregados de equipamentos, o que poluía visualmente as cidades. "Passamos então a trabalhar em um modelo com impacto menor", disse Capdeville.   Continuação...