Exportações e gastos ajudam a tirar zona do euro da recessão no 2º tri

quarta-feira, 4 de setembro de 2013 08:41 BRT
 

BRUXELAS, 4 Set (Reuters) - A recuperação das exportações e os gastos das famílias e do governo tiraram a zona do euro da recessão no segundo trimestre deste ano, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, nos primeiros sinais de recuperação após a mais longa contração do bloco.

Crescimento mais forte do que o esperado de Alemanha a Portugal ajudou a economia da zona do euro a expandir 0,3 por cento no período entre abril e junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, em seu primeiro detalhamento dos dados.

As exportações para o restante do mundo subiram de forma acentuada no trimestre depois de seis meses de queda nas vendas, enquanto os gastos do governo tiveram sua primeira contribuição positiva para a economia desde o final de 2009, quando a Grécia mergulhou a zona do euro em sua crise de dívida.

A suavização das políticas de austeridade que muitos economistas culparam por piorar a mais longa recessão já vista na zona do euro também foi acompanhada pelo primeiro crescimento trimestral dos gastos das família desde o final de 2011.

Cortes nos gastos do setor público, da educação até a saúde, visavam a reduzir os orçamentos que subiram durante o boom dos primeiros anos do euro, mas o desemprego recorde significa que os europeus estão comprando menos e que as empresas estão sendo obrigadas a cortar sua produção e o número de funcionários.

A fragilidade da zona do euro ficou evidente nas poucas compras dos europeus durante julho, quando o volume de vendas no varejo subiu apenas 0,1 por cento, informou a Eurostat em um comunicado à parte.

Isso não foi suficiente para compensar a queda de 0,7 por cento em junho e ficou abaixo das expectativas de economistas de um aumento de 0,4 por cento no mês.

Economistas agora esperam que o crescimento da economia continue no terceiro trimestre deste ano, após pesquisas empresariais positivas em agosto, mas há poucas esperanças de uma recuperação rápida.

"Nós não interpretamos um segundo ganho consecutivo sólido como o início de uma virada forte", afirmou o economista do Commerzbank Christoph Weil. "Afinal, os desequilíbrios na periferia ainda têm que ser completamente corrigidos e vários dos principais países estão cada vez mais enfrentando problemas".

(Reportagem de Robin Emmott)