BC britânico mantém política monetária em reunião de setembro

quinta-feira, 5 de setembro de 2013 08:47 BRT
 

LONDRES, 5 Set (Reuters) - O Banco da Inglatera, banco central britânico, não anunciou nenhuma mudança nas taxas de juros ou no programa de compra de títulos e não fez comunicado quanto à política nesta quinta-feira.

A expectativa era de que o BC desse um tempo depois de meses agitados sob o comando do novo presidente, Mark Carney, que têm visto a economia mostrar novos sinais de vida.

O banco informou que o Comitê de Política Monetária manteve a taxa de juros em mínima recorde de 0,5 por cento. O BC também não alterou seu programa de compra de ativos sob o qual gasta 375 bilhões de libras (586 bilhões de dólares) em títulos do governo britânico.

Em nova informação para os mercados, o banco explicou como irá investir 1,9 bilhão de libras (2,97 bilhões de dólares) de volta no mercado quando os títulos que detém como parte de seu programa de "quantitative easing" (programa de compra de títulos) vencerem ainda neste mês.

A reunião de setembro do BC britânico --que foi realizada de maneira não convencional na terça-feira e na quarta-feira para permitir que Carney participasse da cúpula do G20 na Rússia que começou nesta quinta-feira --suceceu duas reuniões marcantes do comitê.

Em julho, o BC tomou a medida inesperada de alertar os mercados financeiros contra as apostas prematuras sobre um aumento nas taxas de juros. E em agosto, o banco optou por um plano de manter as taxas de juros inalteradas até que a taxa de desemprego britânica caia para 7 por cento, algo que o banco só espera para o fim de 2016.

Indicações de forte recuperação inesperada na economia, embora seja uma mudança positiva para as autoridades, elevam o ceticismo dos mercados financeiros quanto à habilidade do BC de manter as taxas de juros na mínima recorde de 0,5 por cento por muito tempo.

Fortes pesquisas da indústria e de serviços nesta semana levaram alguns economistas a prever que o crescimento no terceiro trimestre pode acelerar para mais de 1 por cento, muito mais forte que a estimativa do banco central de cerca de 0,6 por cento.