Concessão da UE em regras de emissões aéreas reduz preocupações no mercado

quinta-feira, 5 de setembro de 2013 16:02 BRT
 

Por Charlie Dunmore e Tim Hepher

BRUXELAS, 5 Set (Reuters) - Os temores de uma guerra na aviação comercial diminuíram na quinta-feira depois que a União Europeia ofereceu abandonar as tentativas de aplicar as suas regras para a redução das emissões fora do seu espaço aéreo, em troca de cooperação internacional para configurar um esquema global.

Um acordo provisório no conselho do corpo de aviação das Nações Unidas na quarta-feira foi visto como um avanço diplomático depois de mais de um ano de tensões entre a União Europeia e uma ampla frente de críticos liderados por China e Estados Unidos.

A China suspendeu bilhões de dólares de compra de aviões da Airbus da Europa e companhias aéreas têm alertado para o caos causado por outras medidas de retaliação possíveis, tais como restrições no espaço aéreo estrangeiro.

Mas o setor aéreo parecia otimista após o acordo previsto, enquanto especialistas advertiram que detalhes importantes ainda precisam ser colocados em uma assembleia da Organização da Aviação Civil Internacional com sede em Montreal no final deste mês.

"Estamos otimistas de que a Assembleia vai fazer progressos, desde que mantenham o foco na obtenção de um acordo sobre um plano global", disse Anthony Concil, diretor de comunicações do da Associação de Transporte Aéreo Internacional, grupo de 200 empresas aéreas.

O novo compromisso exigiria que países tomem uma decisão sobre como encontrar um "mecanismo de mercado" para reduzir as emissões aéreas em 2016.

Isso permitiria que os mecanismos regionais, como o regime de comércio de emissões da UE, continuem forçando companhias aéreas globais a pagar por suas emissões em vôos para os aeroportos europeus -- mas só poderia ser cobrado por emissão no espaço aéreo da União Europeia.

O acordo prepara o terreno para uma mudança na lei da UE, em troca de outros países se inscreverem para um acordo global de redução de emissões dos aviões a partir de 2020.