Aumento de empregos nos EUA decepciona e traz cautela para o Fed

sexta-feira, 6 de setembro de 2013 11:14 BRT
 

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 6 Set (Reuters) - O crescimento de empregos nos Estados Unidos foi menor que o esperado em agosto e a taxa de desemprego caiu para a mínima em 4 anos e meio à medida que os trabalhadores desistiram de procurar trabalho, complicando a decisão do Federal Reserve sobre reduzir ou não seu estímulo monetário ainda neste mês.

Os postos de trabalho fora do setor agrícola aumentaram em 169 mil no mês passado, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira, somando-se às indicações de que o crescimento econômico do terceiro trimestre pode ter desacelerado um pouco. A taxa de desemprego caiu para 7,3 por cento, menor nível desde dezembro de 2008.

Os mercados financeiros dos Estados Unidos receberam o relatório fraco em geral como uma indicação de que é menos provável que o Fed faça um anúncio sobre o futuro de seu programa de compra de títulos na reunião neste mês.

"Até mesmo o Federal Reserve concluiria que a tendência do nível de emprego é de moderação e por essa razão sozinha eles provavelmente pensarão duas vezes sobre a redução das compras de títulos neste mês", disse o conselheiro sênior Cary Leahey, da Decision Economics em Nova York.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que houvesse aumento de 180 mil empregos no mês passado e que a taxa de desemprego ficasse inalterada em 7,4 por cento. Não só as contratações foram menores que o esperado no mês passado, como a criação de vagas de junho e julho foi revisada para mostrar 74 mil empregos a menos do que divulgado anteriormente.

Além disso, a taxa de participação --a porcentagem dos norte-americanos em idade para trabalhar que têm um emprego ou estão procurando por um-- caiu para o nível mais baixo desde agosto de 1978.

O relatório de empregos será analisado minuciosamente pelas autoridades do banco central norte-americano em sua reunião de 17 e 18 de setembro. A ampla expectativa vinha sendo de que o Fed fizesse um anúncio sobre o futuro de seu programa de 85 bilhões de dólares em compras mensais de títulos nesta reunião.

As autoridades do Fed têm deixado claro que irão basear a decisão no progresso que o mercado de trabalho vem fazendo desde que anunciaram a terceira rodada do "quantitative easing" (como é conhecido o programa de estímulo) há um ano. Quando eles iniciaram o programa, estavam diante de uma taxa de desemprego que estava em 8,1 por cento.   Continuação...