Braskem estima perda de R$50 mi por apagão no Nordeste

sexta-feira, 6 de setembro de 2013 11:15 BRT
 

SÃO PAULO, 6 Set (Reuters) - A Braskem, maior petroquímica das Américas, afirmou nesta sexta-feira que contas preliminares indicam uma perda de cerca de 50 milhões de reais com o apagão de energia no Nordeste, que atingiu suas fábricas na Bahia e em Alagoas.

"Temos uma conta preliminar de aproximadamente 50 milhões de reais pelo apagão", disse o presidente da empresa, Carlos Fadigas, a jornalistas, após participar de evento do Instituto Brasileiro de Executivos e Finanças (Ibef).

Ele acrescentou que a perda terá um impacto nos resultados do terceiro trimestre. "Você vê que não é um número trivial", acrescentou.

Segundo o executivo, o valor representa o custo de interrupção, o período que as fábricas ficaram sem produzir e o processo de religar os aparelhos. As fábricas nos dois estados do Nordeste levaram de quatro a cinco dias para voltarem a operar.

Na semana passada, um apagão atingiu toda a região Nordeste por pelo menos 3 horas, em algumas áreas, e em decorrência disso, o governo anunciou que irá religar 1 mil megawatts de termelétricas por segurança.

Fadigas disse que a estimativa de perdas da companhia não considera o aumento de gastos "de alguns milhões" que a empresa terá com o acionamento das termelétricas, que geram energia mais cara.

"Em resposta ao apagão, o governo decidiu ligar o despacho de termelétrica. Isso impacta nos custos, que são repassados para o consumidor (de energia). Só na Braskem vai ter impacto de alguns milhões", disse.

Ainda assim, Fadigas ressaltou que as perdas com o apagão foram menores do que poderiam ter sido devido a investimentos feitos já considerando o risco de apagões.

"Desde 2011, quando a gente teve um apagão em fevereiro, a Braskem vem investindo para minimizar as perdas com interrupção de fornecimento de energia. Trabalhamos para minimizar perda em equipamentos em caso de perda de energia e para voltar a operação o mais rápido possível. Esses 50 milhões não contemplam perda em equipamentos, porque não tivemos (no apagão da semana passada)", disse.

O executivo também afirmou que em 2011, apenas para atingir plena produção após a queda de energia ocorrida na época, a empresa demorou quatro meses.

(Reportagem de Roberta Vilas Boas)