Glencore apresenta na 3ª-feira avanços gerados pela compra da Xstrata

sexta-feira, 6 de setembro de 2013 14:52 BRT
 

LONDRES, 6 Set (Reuters) - Quase um ano depois de vencer a batalha pela Xstrata, a Glencore está pronta para mostrar aos investidores evidências dos primeiros sucessos, com os custos caindo mais que o esperado, vendas de ativos e retenção de funcionários chave.

A Glencore Xstrata, que ainda tem que superar a reputação de obscuridade, levará sua equipe inteira de gestão para Londres na terça-feira para delinear o progresso obtido após quatro meses em controle da Xstrata, que adquiriu por 46 bilhões de dólares.

Na primeira grande apresentação sobre o negócio desde que foi concluído, analistas esperam que o conglomerado impressione com metas de corte de custos mais rígidas. É provável que haja uma melhora significativa na meta, anunciada no momento da aquisição, de 500 milhões de dólares por ano em sinergia.

O valor cobria apenas benefícios de marketing - não custos a serem reduzidos nas minas da Xstrata - e a Glencore já disse que espera um número final "substancialmente maior".

A Glencore deverá atualizar os investidores sobre a revisão do portfolio de minas e projetos da Xstrata. O principal projeto em construção, a mina de cobre de mais de 5 bilhões de dólares em Las Bambas, no Peru, já está a venda - o negócio era uma condição para o acordo imposta por reguladores antitruste da China.

Um punhado de pretendentes, incluindo três grupos de mineração chineses, devem apresentar propostas iniciais para Las Bambas, juntamente com a empresa de investimento criada pela ex-chefe da Barrick Gold Aaron Regent.

(Por Clara Ferreira-Marques)

 
Foto de arquivo do presidente da Glencore Xstrata, John Bond, durante reunião anual com os acionistas em Zug, na Suíça. Quase um ano depois de vencer a batalha pela Xstrata, a Glencore está pronta para mostrar aos investidores evidências dos primeiros sucessos, com os custos caindo mais que o esperado, vendas de ativos e retenção de funcionários chave. 16/05/2013 REUTERS/Michael Buholzer